O projeto
Obra-prima da literatura pré-modernista volta a ser editada no Brasil!
A Pinard volta ao continente europeu para publicar “Bruges-la-morte”, obra-prima da literatura simbolista publicada em 1892 pelo belga Georges Rodenbach (1855-1898) que estava esgotada há 70 anos no Brasil.
Considerado um marco na literatura europeia, o romance é tido pelo crítico Otto Maria Carpeaux como o mais importante já escrito na Bélgica. O movimento modernista antecedeu o modernismo na Europa – encerrando o século 19 com obras literárias que sobrepunha o sentimento à razão.
“Bruges-la-morte” tem ainda um aspecto inovador: foi o primeiro livro do ocidente a ser ilustrado com fotografias, que mostram os canais e as ruas de Bruges, belíssima cidade da Bélgica apelidada de Veneza do Norte. A edição da Pinard recupera esse aspecto inovador da obra e traz diversas fotografias realizadas na cidade no período em que a obra foi publicada.
Além disso, a edição pinardiana de “Bruges-la-morte” é tem capa dura metalizada, texto de apoio, fitilho, corte colorido e tipografia que remete ao art nouveau, muito celebrado na Bélgica. Um belo objeto-livro, para dar orgulho a todos os leitores brasileiros!
Sobre o romance
A obra narra a história de Hugues Viane, que foge do cosmopolitismo cada vez mais acelerado para viver o luto de ter perdido a mulher amada em Bruges, um belíssimo e abandonado vilarejo belga. Porém, a cidade acaba por aprofundar sua dor e o sentimento de solidão, de modo que nem mesmo um novo amor é capaz de poupá-lo de uma nova tragédia.
Nesse livro, a cidade é tão protagonista quanto o personagem. Bruges havia sido um porto de extrema importância na Idade Média, fazendo da cidade um polo efervescente de cultura e conhecimento. Porém, o canal que interligava a cidade com o mar secou, levando-a ao declínio acelerado.
“Bruges-la-morte” teria sido um dos principais motivos para que a cidade voltasse a se tornar um polo turístico da Bélgica, mobilizando a criação de um novo porto que traria novamente a cidade ao centro do cenário cultural e econômico europeu. Hoje, é considerada uma das cidades mais belas do velho continente.
Sobre o autor
O livro também levou fama ao seu autor: Georges Rodenbach. Embora seja pouco conhecido no Brasil, Rodenbach chegou a ser comparado ao poeta Mallarmé na França por trazer à tona uma poética do sentimentalismo para uma prosa europeia cada vez mais tomada pela razão e pelos relatos duros e cortantes comuns ao movimento realista.
É interessante notar que, por ter escrito o livro em francês e por ser contra a modernização de Bruges, Rodenbach se torna persona non grata na Bélgica e vive na França até a data de sua morte.
Sobre a edição pinardiana
O projeto gráfico foi realizado pelo designer Mateus Valadares. Formado em Design Gráfico pela UEMG (2004) e em Comunicação Social pela UFMG (2005), tem especialização em Design e Humanidade pela USP (2009). Ele conta com projetos reconhecidos, tendo capas selecionadas entre as 50 melhores do mundo pelo 50 books/ 50 covers (2014 e 2017) do American Institute of Graphic Arts e foi finalista em duas edições do prêmio jabuti na categoria capa de livro (2008 e 2010).
A tradução é de Helena Coutinho, doutoranda em Ciência da Literatura pela UFRJ. Já o texto de apoio foi realizado por Rosária Cristina Costa Ribeiro, professora de literatura francesa na UFAL. A edição da Pinard contou com o apoio do programa Promotion des Lettres da Fédération Wallonie-Bruxelles para a tradução do romance no Brasil.
Orçamento
Você recebe em sua casa:
- Livro 'Bruges-la-Morte';
- Nome nos agradecimentos do livro;
- Frete GRÁTIS nacional.
Você recebe em sua casa:
- Livro 'Bruges-la-Morte';
- Nome nos agradecimentos do livro;
- Frete GRÁTIS nacional.