O projeto
“O Caminho do Sertão” promove um mergulho socioambiental e literário no universo de Guimarães Rosa e no cerrado sertanejo dos gerais, do norte ao noroeste mineiro. A travessia parte do vilarejo de Sagarana (Arinos - MG) até o Parque Nacional Grande Sertão Veredas, localizado na cidade de Chapada Gaúcha, perto da divisa com a Bahia e o Goiás. Quem participa do projeto percorre parte do caminho realizado por Riobaldo, personagem central do livro Grande Sertão: Veredas, rumo ao Liso do Sussuarão, conhecendo paisagens naturais, folias de reis, histórias, tradições e memórias.
A primeira edição do projeto “O Caminho do Sertão”, realizada em 2014, reuniu 70 participantes de várias partes do Brasil. Conheça mais sobre o projeto no blog e na fanpage do Caminho do Sertão.
Início do segundo dia da travessia de 2014. Foto: Marina Reis
ECOS DO CAMINHO DO SERTÃO é uma iniciativa de caminhantes que participaram da primeira edição do projeto, integrando educadores, artistas, estudantes, autônomos e pesquisadores ligados à cultura e à sustentabilidade. A ideia central do Ecos é realizar atividades paralelas à caminhada junto às comunidades já visitadas na primeira edição, estreitando os laços já firmados e desenvolvendo ações comunitárias. As atividades propostas acontecerão simultaneamente à segunda edição da caminhada, de 4 a 12 julho de 2015.
Parte do grupo de participantes do projeto de 2014. Foto: Guilherme Mamede
Quando caminhamos pelo sertão, percebemos que apenas demos início a um mundo de descobertas interiores, com e a partir dos outros. Muitas flores em forma de textos, vídeos, músicas, fotos, movimento, poesia e palavras-gesto desabrocharam a partir do Caminho. Com isso, a vontade de compartilhá-las e continuar a aprender com os povos da região ficou cada vez mais latente.
Entendemos que além de livros, textos e palavras que possam ser escritos por moradores e antigos caminhantes, se faz necessário nosso eterno recruzar, a vivência. As ações do Ecos têm o intuito de apresentar às comunidades o que foi e vem sendo produzido a partir do encontro com o sertão mineiro e proporcionar momentos de troca e aprendizados mútuos através de oficinas, rodas de prosa e apresentações.
Moradoras da região. Foto: Mariana Cabral
Seu Argemiro, de Sagarana, MG, participante da 1ª edição. Foto: Mariana Cabral
O Ecos será também um elo entre quem já caminhou, os novos caminhantes e as comunidade que lá habitam.
Dentre as atividades programadas, estão:
- Momentos de narração de histórias;
- Oficina de contação de histórias;
- Cineclube: exibição de curtas na Kombi Beatriz;
- Intervenções literárias ao longo da caminhada;
- Oficina de compostagem;
- Oficinas de circo (Perna-de-pau e malabares);
- Apresentação de peça de teatro;
- Oficina de reaproveitamento de papéis;
- Poemosaicos: oficina de poesia;
- Exposição fotográfica do Caminho do Sertão em cada pouso;
- Oficina de jogos e brincadeiras;
- Recepção dos caminhantes em cada pouso, junto com os moradores da região.
Participante de 2014 e criança em Morrinhos, MG. Foto: Ana Caroline de Lima
Pensando na relação com os moradores da região, nos processos de economia solidária já em andamento e na importância em valorizar a produção local, escolhemos como recompensas artesanatos produzidos por comunidades dos vales do Rio Urucuia e Carinhanha, além de produções de antigos caminhantes.
A entrega das recompensas ficará a cargo dos organizadores do projeto e não terá custos extras para os apoiadores. Haverá também a opção de retirar os kits em pequenos eventos posteriores à caminhada, cujas cidades, locais e datas serão divulgados após o encerramento da campanha. Além de ser um prazer conhecê-los pessoalmente, os apoiadores que optarem por retirar as recompensas, ganharão um brinde-surpresa confeccionado na bambuzeria de Sagarana!
*As imagens dos brindes são ilustrativas. Todas as opções de fotos, estampas, bordados e joias serão enviadas aos apoiadores para escolha após o término da campanha.
[R$ 10 / Miguilin]
[R$ 30 / Jagunço]
[R$ 30 / Urucuia]
[R$ 50 / Compadre-meu-Quelemém]
[R$ 70 / Buriti]
[R$ 100 / Diadorim]
[R$ 100 / Reinaldo]
[R$ 500 / Vereda]
[R$ 1.000 / Riobaldo] Apoiador oficial do projeto
[R$ 5.000 / Diabo-na-rua-no-meio-do-redemunho] Patrocinador oficial do projeto
*Cresertão: O Centro de Referência em Tecnologias Sociais do Sertão – CRESERTÃO é uma organização não-governamental, fundada em 2010 na Vila de Sagarana (Arinos - MG) noroeste mineiro. O centro objetiva demonstrar, divulgar e reaplicar, na região, as chamadas Tecnologias Sociais - soluções de baixo custo e ecologicamente corretas, capazes de gerar trabalho e renda e melhorar a vida das comunidades. Dentre as ações desenvolvidas pelo CRESERTÃO estão as tecnologias sociais, mobilização social, alfabetização ecológica, capacitação e qualificação profissionais, projetos de geração de trabalho e renda, proteção ambiental e fortalecimento da identidade cultural do sertão mineiro.
O Vale do Rio Urucuia e o Vale do Rio Carinhanha estão situados no noroeste e norte de Minas Gerais, respectivamente. Esses espaços são marcados por grande contraditório social (comportando áreas de fronteira agrícola do bioma cerrado), por significativa presença de assentamentos de reforma agrária e de agricultores familiares tradicionais, pela agropecuária empresarial. Nas últimas décadas o espaço vem sendo atingido por grave crise hídrica, com secamento de veredas, assoreamento de cursos d’água e forte ameaça de desertificação. Ainda assim, a maioria da população perdura e segue a ocupar as zonas rurais – as roças, a partir das quais se estabelece ali íntima relação com a natureza e se conduz a agropecuária voltada ao autoconsumo.
Foliões sertanejos em Morrinhos, MG. Foto: Lidyane Ponciano
O relativo isolamento da região, que vigorou até muito recentemente, e sua distância da capital do estado, Belo Horizonte, produziram o fenômeno da preservação dos laços culturais comunitários da vizinhança e da solidariedade sertanejas. No Vale do Urucuia, facilmente se encontram os tipos sertanejos que povoam as estórias de Guimarães Rosa, bem como a fauna e a flora típicas do cerrado brasileiro. Do ponto de vista socioeconômico, entretanto, há quem destaque fatores como os baixos IDHs (Índices de Desenvolvimento Humano) associados a diversos municípios, a elevada concentração fundiária, a deficiência na oferta de serviços e nos equipamentos públicos, entre outros fatores.
O que sustenta a proposta de um Caminho do Sertão é a percepção de que as estórias colocam a história em perspectiva, podendo, portanto, questioná-la, negá-la, subvertê-la, ultrapassá-la, encantá-la e/ou recontá-la; de que a imaginação e vivências outras podem reinventar mundos. Toda vez que se conta um conto ou narra-se uma história, amplia-se a possibilidade de escuta do outro, de compreensão das diferenças e da legitimação delas, bem como se expande a possibilidade de relativização dos nossos sensos, reverências, certezas e convicções. Escutar o outro é abertura incondicional para o verdadeiro diálogo. A escuta é a hospitalidade preparando o caminhante para o diálogo e para as implicações filosóficas e existenciais do sair de si e peregrinar por percepções terceiras. A escuta é alteridade, reconhecida e legitimada.
A caminho do Córrego Garimpeiro. Foto: Guidyon Augusto
Em Sagarana, primeiro assentamento de reforma agrária da região, implantado na década de 1970, está situada a Reserva Biológica de Sagarana, onde ocorre anualmente o Festival “Sagarana: Feito Rosa para o Sertão”. Não distante dali está Chapada Gaúcha, cidade sede do Parque Nacional do Grande Sertão Veredas. Em Chapada ocorre, todo mês de julho, o Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas.
Assim, uma jornada literária “de Sagarana ao Grande Sertão: Veredas” nos leva da primeira à mais importante das obras de Rosa. Uma jornada em terras marcadas por movimentos, deslocamentos e giros, por presenças em travessias, a revelar que o deserto é não-deserto, terra de um povo geraizeiro, onde natureza e humanidade estão imbricadas, terra de cultura! É uma jornada socioambiental pela diversidade do cerrado mineiro, em que se fundem veredas, lagoas, rios, comunidades tradicionais, povoados, assentamentos de reforma agrária e grandes fazendas do agronegócio. É a oportunidade para os caminhantes despertarem o olhar para a crise hídrica e o processo de desertificação que ameaçam a região e refletir acerca das mudanças necessárias para manter cursos d’água e ativos ambientais – Vivos!
A caminho de Morrinhos, MG. Foto: Lidyane Ponciano
Links:
Fanpage (Facebook) "O Caminho do Sertão"
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Carlos Maga – edição do vídeo
Andréa Alves e Virgílio Martins Júnior - CRESERTÃO
Orçamento
MIGUILIM:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF das atividades desenvolvidas pelo projeto
JAGUNÇO:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF
+ 01 foto (21x15 cm) do Sertão, feita por fotógrafos-caminhantes
URUCUIA:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF
+ Pacote com 100g de baru torrado, colhido em Sagarana/MG e embalado em pacote artesanal confeccionado no Cresertão
CUMPADRE-MEU-QUELEMÉM:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF
+ Flâmula com estampa alusiva ao Sertão, feita na bambuzeria do Cresertão
+ Pacote com sementes crioulas do cerrado colhidas na região
BURITI:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF
+ Camiseta com estampa alusiva ao Sertão, produzida na região
+ Pacote com sementes crioulas do cerrado colhidas na região
DIADORIM:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF
+ Livro de poesias "Desaverso", de Keyane Dias (poetisa-caminhante, autora do belo poema que encerra o vídeo da campanha)
+ 01 foto (21x15 cm) do Sertão, feita por fotógrafos-caminhantes
+ Pacote com sementes crioulas do cerrado colhidas na região
REINALDO:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF
+ Bio-joia (anel ou pingente) confeccionada em Sagarana/MG
+ 01 foto (21x15 cm) do Sertão, feita por fotógrafos-caminhantes
+ Pacote com sementes crioulas do cerrado colhidas na região
VEREDA:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF
+ Porta-retrato confeccionado na bambuzeria do Cresertão (com foto do Sertão)
+ Capa para almofada bordada por bordadeiras da região
+ Pacote com sementes crioulas do cerrado colhidas na região
RIOBALDO:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF
+ Nome / marca como apoiador oficial do projeto
+ Camiseta com estampa alusiva ao Sertão, produzida na região
+ Bio-joia (anel ou pingente) confeccionada em Sagarana/MG
+ 01 foto (21x15 cm) do Sertão, feita por fotógrafos-caminhantes
+ Porta-chaves em madeira confeccionado no Cresertão
+ Capa para almofada bordada por bordadeiras da região
+ Pacote com sementes crioulas do cerrado colhidas na região
DIABO-NA-RUA-NO-MEIO-DO-REDEMUNHO:
Agradecimento no blog, redes sociais e vídeo do projeto
+ Relatório em PDF
+ Nome / marca como patrocinador oficial do projeto
+ Viola confeccionada na luthieria do Cresertão, feita com madeiras do cerrado mineiro
+ Bio-joia (anel ou pingente) confeccionada em Sagarana/MG
+ Capa para almofada bordada por bordadeiras da região
+ Porta-chaves em madeira confeccionado no Cresertão
+ Porta-retrato confeccionado na bambuzeria do Cresertão (com foto do Sertão)
+ Camiseta com estampa alusiva ao Sertão, produzida na região