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A mulher sem face

Um projeto de Teatro por Catarina Dall'orto 

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Pretendo viabilizar o espetáculo teatral “A mulher sem face”, a cumprir sua primeira temporada em 2012, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. O teatro de estréia ainda está em aberto, o projeto está sendo enviado desde já, aos teatros da prefeitura e governo da cidade do Rio de Janeiro, teatros particulares e ainda para outras cidades como Niterói por exemplo. A peça é inspirada na obra literária, “Pasárgada”, de Manuel Bandeira e tem como drama central o resgate pessoal da personagem em busca de sua identidade. A idéia da peça surgiu em 2011. Resolvi fazer um monólogo, convidei o diretor Fred Tolipan, que felizmente topou fazer parte da equipe. Inicialmente fomos pesquisar o universo da personagem, investigamos sobre o funcionamento da memória, sobre a origem dos sonhos mas a questão da identidade foi o mote principal pra escrever a dramaturgia da mulher sem face. No começo eu sabia apenas que tratava-se de uma mulher que não se reconhecia mais, que mudou tanto, a ponto de não se lembrar de como foi e quem é de fato.

Sinopse: Uma mulher decide partir. Fugir das amarras do cotidiano. No entanto, percebe que não pode. Está com a doença do esquecimento. A saída? Voltar em suas escassas recordações, mergulhar em seu passado, vasculhar cuidadosamente os resquícios de suas lembranças em uma incessante busca por sua identidade. Quando finalmente se vê pronta para seguir percebe que o tempo se esgotou. Entre tomar as rédeas do seu destino e ser levada pelo tempo encontra-se “A Mulher sem face”.

Justificativa: O mundo atual apresenta como principal tema de reflexão humana a questão da identidade frente à condição das sociedades modernas de mudança rápida e constante. Perante as ramificações do mundo globalizado é compreensível que o homem incorpore um sistema de planejamento tal qual o da máquina como função operacional. Neste sentido é necessário que ele tenha a capacidade de transitar nos mais diferentes terrenos. Segundo o teórico cultural Stuart Hall em seu livro A identidade Cultural na Pós-modernidade, a identidade é móvel e múltipla - O sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos. Em contra partida, nessa sociedade o sujeito se encontra imobilizado diante das dificuldades de se fazer representar como individuo. Nossas mentes vêem várias frentes possíveis e não possuem autonomia de escolha. O homem enfrenta hoje crises de identidade ao se reconhecer como reflexo de acordos e convenções sociais. Suas aflições se referem ao seu sucesso econômico, sua prosperidade familiar e sua rede de amigos em oposição ao seu contentamento pessoal. Com o passar do tempo assumimos e incorporamos uma série de condutas comportamentais sem que possamos tomar partido de originar vontades genuínas. Essa particularidade gera um estado que assola sua legitimidade abafada por inúmeras atribulações e cobranças. O sociólogo Zygmunt Bauman em seu livro A sociedade Individualizada esclarece ainda que sensações tais como incerteza, aflição e angústia são conseqüências de um indivíduo caracterizado como ambivalente, regido sobre a fragmentação e ruptura. Estar imerso na mutante globalização em velocidade acelerada é viver em rompantes crises de identidade, o processo de interatividade progressista gera constantes deslocamentos e descentralização do homem. É preciso repensar o lugar de livre arbítrio do indivíduo. Para onde se projetam suas ações e se realmente podemos ser senhores de nossa conduta. E mais, se ainda somos capazes de sonhar.

Produção: A produção da peça é realizada pela Escola e Ateliê para Atores. Trata-se de um centro de atividades práticas e reflexivas que debate artes cênicas, seus desdobramentos e contextos. Tem como intuito promover a disseminação do conhecimento realizando cursos livres, palestras, oficinas teóricas e práticas, apresentações de processos de criação cênicas, leituras dramatizadas e processos afins.

Ficha Técnica:

Direção geral: Fred Tolipan Direção de ator: Michele Cosendey Dramaturgia e atuação: Catarina Dall’orto Cenário: Fábio Kohler Iluminação e vídeo: Roberto Macedo Figurino: Andréa Paula Stelling Maquiagem: Luiza da Matta Direção musical e colaboração textual: Paulo Betto Meirelles Programação visual: Anna Just Edição de vídeo: Daniel Leão Produção: Escola e Ateliê para Atores

Conto com a ajuda de todos vocês para realizar esse espetáculo. Para a viabilização de uma montagem de qualidade preciso de R$ 6.500. Através do Catarse fica fácil de contribuir. Sem dúvida essa plataforma oferece a melhor qualidade em visibilidade virtual. Aqui a gente tem acesso ao testemunho escrito do projeto, podemos visualizar a composição da cena no vídeo e ainda acompanhar o andamento das colaborações. Para o projeto ser aprovado é preciso completar 100% do valor solicitado, dentro do prazo estabelecido de captação. O orçamento é referente a todos os gastos de produção, incluindo, cenário, figurino, luz e a mão de obra dos profissionais que compõe a equipe. Começa agora uma corrida diária para que juntos possamos dar vida a Mulher sem face.

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