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NOVO CD DA BANDA DORSAL ATLÂNTICA

Um projeto de Música por Carlos Lopes

  • 06 Fev 2013

    APOIADORES SEM ENDEREÇO CADASTRADO (FEV de 2013)

    6 de fevereiro de 2013

    Todos os produtos foram enviados aos apoiadores pelo correio através de encomendas PAC e cartas registradas entre dezembro e janeiro. Temos todos os números dos objetos para verificação.

    Apesar de termos enviado emails para todos os apoiadores solicitando atualização de endereço, ainda temos 6 (seis) que não possuem endereço cadastrado. Provavelmente não informaram quando foi efetuado o cadastro no site da Catarse. Além disso, temos um apoiador cujo pacote retornou pois o Correio alegou que o mesmo estava com o endereço incorreto. Pedimos que os apoiadores se informem através do site oficial da banda http://dorsalatlantica.com.br/

    Os apoiadores que precisam informar os endereços estão listados a seguir.

    Favor enviar email para: dorsal@dorsalatlantica.com.br

    Cleber Buosi
    Gustavo Dias
    Marcio Heliodoro
    Mardonio Barroso de Paiva
    Regiane Lages
    Tunai Porto Marques
    Umberto Giovani Calegari

  • 06 Fev 2013

    APOIADORES SEM ENDEREÇO CADASTRADO (FEV de 2013)

    6 de fevereiro de 2013

    Todos os produtos foram enviados aos apoiadores pelo correio através de encomendas PAC e cartas registradas entre dezembro e janeiro. Temos todos os números dos objetos para verificação.

    Apesar de termos enviado emails para todos os apoiadores solicitando atualização de endereço, ainda temos 6 (seis) que não possuem endereço cadastrado. Provavelmente não informaram quando foi efetuado o cadastro no site da Catarse. Além disso, temos um apoiador cujo pacote retornou pois o Correio alegou que o mesmo estava com o endereço incorreto. Pedimos que os apoiadores se informem através do site oficial da banda http://dorsalatlantica.com.br/

    Os apoiadores que precisam informar os endereços estão listados a seguir.

    Favor enviar email para: dorsal@dorsalatlantica.com.br

    Cleber Buosi
    Gustavo Dias
    Marcio Heliodoro
    Mardonio Barroso de Paiva
    Regiane Lages
    Tunai Porto Marques
    Umberto Giovani Calegari

  • 06 Fev 2013

    APOIADORES SEM ENDEREÇO CADASTRADO (FEV de 2013)

    6 de fevereiro de 2013

    Todos os produtos foram enviados aos apoiadores pelo correrio atrvaés de encomendas PAC e cartas registradas entre dezembro e janeiro. Apesar de termos enviado emails para todos os apoiadores solicitando atualização de endereço, ainda temos 6 (seis) que não possuem endereço cadastrado. Provavelmente não informaram quando foi efetuado o cadastro no site da Catarse. Além disso, temos um apoiador cujo pacote retornou pois o Correio alegou que o mesmo estava com o endereço incorreto. Pedimos que os apoiadores se informem através do site oficial da banda http://dorsalatlantica.com.br/

    Os apoiadores que precisam informar os endereços estão listados a seguir.

    Favor enviar email para: dorsal@dorsalatlantica.com.br

    Cleber Buosi
    Gustavo Dias
    Marcio Heliodoro
    Mardonio Barroso de Paiva
    Regiane Lages
    Tunai Porto Marques
    Umberto Giovani Calegari

  • 09 Jun 2012

    CARTA DA VITÓRIA

    9/06/2012 meia noite e 20 minutos! 315 apoiadores mudaram a história deste país e ainda restam 2 dias – restantes R$ 40.334 – levantados 101%

    A vitória na campanha de financiamento coletivo para o novo CD de estúdio da DORSAL ATLÂNTICA, banda separada há 12 anos, é motivo de júbilo para todos nós. Em menos de 45 dias, pavimentamos o caminho à vitória, passo a passo, com trabalho, união, transparência e determinação.

    Coisas que esse país não está acostumado a ver.

    Juntos, a banda e os 315 apoiadores, escrevemos um novo capítulo da história. Vocês confiaram em nós, acreditaram que somos capazes de produzir um novo e importante trabalho somente para vocês, que investiram muito mais do que dinheiro nesta campanha. 300 apoiadores em um país de 200 milhões de habitantes, fizeram toda a diferença. Vocês disseram não à indústria. Vocês disseram não ao hábito nacional de reclamar e nada fazer. E o melhor: disseram sim aos novos tempos.

    “Nascemos com a missão de fazer um sonho viver
    Mesmo com pessoas e pedras fechando o nosso caminho
    Fazem necessário que não tenhamos nenhuma paz
    Porque a alma descansada não brilha jamais
    Inabalável
    Certo da vitória.”

    Ousadia é motivo de orgulho, não é um ato de loucos, ou de oportunistas. Historicamente, a evolução é feita por poucos. Nós, banda, público e a imprensa que nos apoiou, somamos forças em um movimento vitorioso e revolucionário. Todos nós esculpimos sonhos coletivamente e esses sonhos agora pertencem ao mundo. Os nomes dos apoiadores estarão gravados, não apenas em um CD, mas na história da música e das artes e certamente, estão gravados, para sempre, em nosso coração, em toda a honra e glória. A vitória de todos nós é a resposta dos apoiadores ao mercado e às gravadoras, que 30 anos depois, ainda ajem de forma amadora e displicente. A única mudança real, vinda do povo e para o povo, ocorreu somente agora, com a nossa campanha vitoriosa em 2012.

    Parabéns DORSAL DIE HARDS, DORSAL METAL BROTHERS, DORSAL ARMY SOLDIERS e BANZAI KAMIKAZES.

    Se os brasileiros ainda querem ser uma das maiores economias do mundo, é necessário que antes aprendam a não esperar nada do governo, ou de quem quer que seja. Aprendemos todos nesta campanha de financiamento coletivo, a tecer o destino pelas próprias mãos.

    Essa é a vitória da ousadia, do talento e da perseverança.

    Agora começa uma nova etapa para a banda.

    Depois da campanha, é hora de nos prepararmos para o CD, que vocês ajudaram a transformar em realidade. Me ausentarei durante alguns meses das comunidades e da vida do facebook, para que até mesmo, eu possa voltar a escrever para meus blogs e sites, fora os ensaios, diagramações, artes, camisetas, livros, gravação, mixagem e prensagem do CD da DORSAL ATLÂNTICA para entrega até setembro de 2012. Todos serão avisados sobre os prazos de recebimento dos produtos. Vídeos dos ensaios e gravação do CD serão postados para que todos acompanhem os trabalhos, assim como as novidades estarão no blog da página oficial da DORSAL.
    Mais uma vez, obrigado. Não há como agradecer a não ser lhes dando o nosso melhor, através da música e de nossa filosofia de vida.

    “Não existe fracasso ou vitória, são devaneios humanos, só há a vida.”
    (Carlos Lopes)

    “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem numa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.”
    (Theodore Roosevelt)

    “We are the champions, my friends
    And we’ll keep on fighting
    ’Till the end.”
    (Queen)

  • 08 Jun 2012

    DORSAL ARMY

  • 07 Jun 2012

    OBAMA APOIA !

  • 07 Jun 2012

    Entrevista para programa S.O.S. Metal Show de Portugal

    Link para ouvir a entrevista de Carlos Lopes, feita ao vivo, para a sessão Hell Divine (do jornalista Maicon Leite) no programa S.O.S. Metal Show, de Portugal.

    http://sosmetalradio-show.com/2012/06/s-o-s-emissao-1343-de-02-06-2012-playlist-disponivel/";

  • 06 Jun 2012

    Entrevista da DORSAL para A ILHA DO METAL

  • 06 Jun 2012

    O MOTÖRHEAD APOIA! LIVE TO WIN!

  • 03 Jun 2012

    Entrevista em O GLOBO com Dorsal, Stress, Viper e Metalmorphose e depoimento de Bala da banda Stress sobre a campanha.

    http://oglobo.globo.com/cultura/o-heavy-metal-brasileiro-que-comecou-no-para-faz-30-anos-5104458

    O Heavy Metal ainda é um estilo alternativo, sempre será. Contudo, não dá pra ignorar a sua força e sua imensa legião de fãs por todo o mundo. No Brasil não é diferente, após 30 anos muita luta, hoje temos uma cena metal de grande expressão, que nos colocou na rota dos grandes shows. Mas, tudo isso se deve aos desbravadores, os pioneiros do metal brasileiro, aos fãzines, revistas, jornalistas e principalmente aos fãs e às bandas nacionais, que começaram tudo isso.
    Dentre essas bandas, a Dorsal Atlântica sem dúvida merece destaque, por ser um dos maiores ícones do metal brasileiro, precursores do metal extremo em nosso país, guerreiros de muitas batalhas, cultuados pelos fãs. A notícia do retorno da banda era aguardada com muita expectativa, é motivo de comemoração nos quatro cantos do país. Voltar com a gravação de um álbum inédito, só vem ratificar sua ousadia e a grande vontade de fazer sempre o melhor. A forma de prover esse recurso para essa produção inédita é algo inovador, muito distante do que poderíamos pensar nos primórdios dos anos 70 e 80, quando tínhamos de bancar nossos LPs, a um custo altíssimo.
    O chamado “Crowdfundind “ é uma solução que veio pra ficar. Está dando certo em vários outros segmentos da economia, do comércio, do esporte e das artes também. Este é o momento certo pra fazermos com que isso funcione de forma eficaz, na realização de mais um marco para o metal brasileiro. Quero ver isso pronto, funcionando, vivo. A recompensa? Na arte?…É a própria obra. O seu nascimento. O prazer e o bem estar que ela te traz. O tesão emocional. Eu tô dentro!

    Roosevelt Bala , Stress.

  • 02 Jun 2012

    Análise do apoiador LEONARDO MARIANO para que a campanha seja bem sucedida.

    Sábado, 2/6, 17:44h, 239 apoiadores e faltam R$15.327,00 e 8 dias.

    OS QUE OS NÚMEROS DIZEM ATÉ O MOMENTO???

    Galera, analisando a Campanha da Dorsal cheguei aos seguintes dados: Dos valores, digamos mais “acessíveis” (40, 60, 80 e 120) um total de 209 apoiadores contribuiram com um total de R$ 12.173, ou seja, uma média de R$ 58,24 para cada um.

    Por outro lado, dos maiores valores (250, 500 e 1000) 5 apoiadores contribuiram com R$ 1000 cada (total R$ 5000), outros 5 apoiadores contribuiram com R$ 5000 cada (total R$ 2500) e 20 apoiadores contribuiram com R$ 250 cada (total R$ 5000), ou seja, 30 apoiadores contribuiram SOZINHOS com R$ 12.500,00, MAIS DA METADE ATÉ AGORA!!!

    Eu já tinha contribuído com R$ 60,00 (Boleto Bancário) e hoje fiz um esforcinho e contribui com R$ 120,00 por meio do Moip pagando com Cartão de Crédito. Achei tranquilo, seguro e bem mais fácil e o bom é que assim que o pagamento é aprovado sua contribuição aparece no Catarse e seu nome vai simultaneamente para a lista de apoiadores!!! Além do mais, vc tem a comodidade de pagar somente na sua próxima fatura, dependendo da data de fechamento do seu cartão!!! Fica a dica DORSAL SOLDIERS!!!

    Quem ainda não APOIOU, a hora é agora!!! SIM, NÓS PODEMOS!!! TODOS JUNTOS, NÓS VAMOS VIRAR O JOGO, O SONHO TEM QUE VIRAR REALIDADE!!! UNI-VOS PELA DORSAL!!!

  • 02 Jun 2012

    JANGO GOULART

    JANGO GOULART

    http://www.omartelo.com/materia1.html

    Os militares esperavam a reação de Jango
    O dispositivo militar de que falavam tanto
    Os conspiradores não se preocupavam
    Os americanos os apoiavam

    Tramavam há meses
    Para defender seus interesses
    A democracia americana
    Enviou porta-aviões e cruzadores para espalhar o terror

    Quer pagar pra ver?

    Rio, Santos, Recife, Brasília
    Seriam bombardeadas pelos ianques
    Se o presidente eleito
    Tivesse feito as Reformas de Base

    Você duvida?
    Águia abre suas asas sobre nós

  • 01 Jun 2012

    COMISSÃO DA VERDADE

    COMISSÃO DA VERDADE

    Quem mandou bater, já morreu
    Não adianta reclamar o corpo
    Escreveu não leu, o pau comeu
    Para que saber os nomes dos mandantes?
    Acontece hoje, aconteceu antes
    O povo não quer nem saber
    Se torturam deve ter um porquê.

    Empregado assalariado
    De pé no trem lotado
    Também é tortura
    Fere os direitos dos humanos

    Comissão da Verdade. Retaliação? A quem serve? À PresidentA da Nação?

  • 31 Mai 2012

    Os depósitos podem ser feitos em boleto até o dia 10 de junho.

    Resposta oficial da Catarse sobre os depósitos feitos até a data final da campanha:

    Dia 10 é o prazo para a pessoa iniciar o pagamento no site. Ela poderá, por exemplo, imprimir o boleto até esse dia, mas terá mais 2 dias para pagar ainda. Todos esses valores, mesmo que eles sejam confirmados após o projeto ter encerrado no prazo, contarão. Quando encerra o prazo do projeto, o status fica com “aguardando boletos” por mais 4 dias úteis =)

  • 31 Mai 2012

    Comentando sobre a campanha (prazo final)

    Para bom entendedor meia palavra basta, mas até isso pode ser mal interpretado. Quando detalho o que falo nas entrevistas, para que haja clareza, os que não conseguem entender com poucas palavras, também não entenderão com muitas.

    A questão do novo CD da Dorsal não é uma ação individual, é coletiva, fruto de um desejo coletivo, não de uma ambição pessoal. Eu abri mão da minha vontade de não escrever mais para o estilo metal ou hardcore, somente pelos fãs. Sou um dos criadores do metal e da junção punk mtel, metal core, o que seja na América do Sul, está no meu DNA, eu posso fazer isos quantas vzees quiser, pois é parte de mim, não preciso fazer força para compor, então qual seria o problema, oq eu impediria os fãs de terem esse CD.

    Verba.

    Nós não temos verba para investir no disco mesmo, temos que ralar para viver como todo mundo. Não há diferença entre nós e o público, todos somos operários, a diferença é que nós podemos construir algo juntos além das nossas peles, dos sotaques e das classes sociais: podemos ser UM. Essa é a causa primordial deste CD: sermos uma força coletiva em nome da arte.

    1 – CD e show é o emprego do artista. A gravadora não nos paga, todo mundo baixa e a música passa a ser um hobbie. Desculpe gente, se for para ser hobbie estou fora, música consome 24 horas do meu dia, então é labuta. Precisamos comer, ter onde morar, viver. Vamos fazer a seguinte campanha, os que acham que o custo do CD é alto ou os que se acham enganados por favor, nos doem um mês dos seus salários a nível de experiência pscológica. Depois peço que nos doem 30 anos dos seus salários. Muitos falarão isso é loucura. Pois bem, desculpe gente, fomos roubados pelas gravadoras e produtores de shows por 30 anos. Tudo bem, pode baixar o nosso CD…

    2 – As gravadoras, quaisquer delas, mesmo as que sejam, até legais, não podem fazer parte deste pacto entre nós e os apoiadores.

    3 – Sou careta, católico, espírita, budista, crente, descrente, homossexual, nazista, ateu, conservador, reacionário, integralista, comunista, vermelho, radical. Que outra palavra esqueci? Sou tudo e muito mais, porque sou a liberdade, o livre pensar. Não gasto meu dinheiro com sexo, drogas e rock and roll, isso para mim isso é coisa de alienado exatamente como os playboys que muitos tanto criticam. Falam mal da igreja e amam dogmas, falam mal do governo e adoram ordens… Falem menos e façam algo por suas vidas.

    4 – A campanha é ideológica. Não queremos gravadora envolvida nisso. É a ideologia que nós move: o povo unido pelo socialismo. Estamos contra o capitalismo, os capitalistas, os burgueses, os alienados, a corja, essa Elite pútrida que explorou esse país há séculos. Pela primeira vez na história artista e público se dão as mãos para fazer o socialismo. Pela primeira vez não seremos roubados e não roubaremos ninguém (se alguém por aí, perguntar…) pois as contas estão abertas, e serão abertas até o final. Quem aí ainda acha que técnico de gravação e músico não devem ganhar para trabalhar durante dois meses? Se alguém levantar o dedo eu pedirei o seu salário em troca para você sentir como é.

    5 – Não vamos fazer disco independente gravado em casa e nem com orçamento decorativo. Não vamos mentir para ficar bem no underground e com a cena. Nós somos a DORSAl, não somos uma banda iniciante, desesperada em alcançar notoriedade. A DORSAL escreveu a história desta país, deste continente. Escrevam as suas novas histórias conosco neste CD, não haverá amanhã, a história é feita na hora, no ato, pelos bravos, não pelos bravios.

    5 – O orçamento do disco novo da Dorsal é subfaturado, ridículo, quem reclama não tem ideia de nada, são alienados. Um estúdio profissional do Rio e São Paulo custa 100 reais a hora, no mínimo. Vamos gravar durante 10 dias ininterruptos, de manhã à madrugada, façam as contas. 40 mil tirando 40% de taxas paga?

    6 – A criação do gênero no Brasil deve muito à DORSAL e muito a mim, como criador, pensador, compositor, desbravador. Voltar a tocar metal não foi uma opção minha, foi um pedido do público. Eu me submeti ao senso comume coletivo, deixei meu invidualismo de lado, deixei minhas vontades de lado. Acatei e coloquei minhas questões de lado, mas essa é a última vez que falarei disso até o fim da campanha. Seja qual for o resultado, estarei satisfeito e em paz.

    “Não existe fracasso ou vitória, são devaneios humanos, só há a vida.”
    (Carlos Lopes)

    “Sabíamos que o mundo não mais seria o mesmo. Algumas pessoas riram, algumas pessoas choraram, a maioria ficou em silêncio. Recordei-me de uma passagem das escrituras hindus, o Bhagavad-Gita. Vishnu está a tentar persuadir Arjuna de que deve fazer o seu dever, e para o impressionar assume a sua forma de quatro braços e diz, “Eu tornei-me a Morte, o destruidor de mundos.” Suponho que todos nós pensamos isso, de uma maneira ou de outra."
    (Julius Robert Oppenheimer)

  • 29 Mai 2012

    Entrevistas e mais entrevistas (Hell Divine, Gazeta do Povo, Rock Press)

  • 26 Mai 2012

    Depoimentos da imprensa e de artistas sobre a campanha.

    Carlos Lopes não vem em paz. Nunca veio. Desde os tempos de Vândalo ele atormenta as mentes preguiçosas com sua postura provocadora. A volta da DORSAL ATLÂNTICA há pouco era um sonho e quando menos se esperava ela se mostrou possível e dependente única e exclusivamente da atitude de quem há tempos reclama da escassez de nomes relevantes e íntegros na cena Metal brasileira. O momento é agora e não há tempo para desculpas ou fugas. Estamos prestes a ver nascer um sonho e disso surgirá certamente um marco no Metal brasileiro. Nos últimos tempos temos sofrido com a empáfia, mesquinhez, desonestidade e despreparo de déspotas que se autoproclamaram porta-vozes e representantes de uma cena que nunca os reconheceu como tal. O financiamento coletivo de uma obra tem se mostrado a mais eficaz das ferramentas de fomento cultural, pois aproxima público e artista, exclui a figura da gravadora. No caso da DORSAL ATLÂNTICA, com toda a sua história e reputação, não há espaço para dúvidas quanto ao resultado e a relevância do material que nos espera. “Inabalável e certo da vitória”. Convoco todos aqueles que ainda acreditam no Metal brasileiro a se juntar nessa campanha.

    Frans Dourado, revista Roadie Crew.

    Considero que o crowd funding pode abrir muitas portas para muita gente boa, e restaurar a meritocracia que se perdeu no meio musical e cultural. Conseguiu se comunicar e seduzir o público? Vingou. Decepcionou? Perdeu o apoio. É tão simples que muita gente ainda não entende. E quem melhor para meter o pé na porta, do que quem está acostumado a fazer isso? Desde os tempos de Ultimatum e Antes do Fim, quebrando barreiras e elevando o Heavy Metal no Brasil (o verdadeiro, não essas besteiras que nos empurram há muito tempo) a um novo patamar cultural.

    Leon Manssur, bandas Apokalyptic Raids e Metalmorphose.

    Mantendo a sua veia experimentalista e visão futurista, a DORSAL recorre à mobilização virtual de seus fãs para realizar as gravações de um novo CD, com a qualidade que tanto o grupo como os apreciadores da boa música merecem. A campanha “Novo CD da banda Dorsal Atlântida”, já é vencedora desde sua concepção, vez que traz a tona uma situação inusitada, ou seja, o fã poderá participar da gravação do CD de sua banda preferida. Iniciativa louvável por parte da banda e que certamente trará benefícios, não só para eles, mas para a arte de uma forma geral, sendo uma forma alternativa de conceber um trabalho de qualidade sem que os custos sejam por demais onerosos para apenas uma das partes.

    Jackson Wójcik Pinto, apresentador do Programa de TV Rocktime.

    Uma obra original tem o seu valor! Se for uma peça numerada, então, você tem certeza da procedência, da qualidade e de estar participando de um investimento cultural sem precedentes no Brasil. Agora, o melhor: a DORSAL espera você para fazer parte da história. Se eu fosse você, que Valisère, que nada! Não perca tanto tempo no Facebook e garanta logo o seu disco novo da ‘velha’ Dorsal.

    Selma Boiron, locutora, ex-Fluminense, a Maldita.

  • 25 Mai 2012

    BOA PARTE DE TUDO O QUE VOCÊ COMPRA É IMPOSTO.

    Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra os impostos absurdos que o brasileiro paga quando compra uma série de produtos. Não são apenas produtos que podem não ser considerados essenciais, como o iPod (49%) ou o Playstation (72%), que acabam encarecendo com a incidência dos impostos. Produtos básicos como o óleo de cozinha (26%), uma camisa (34%) e o papel higiênico (39%) também têm o seu preço inflado. Você adquire um carro, paga todos os impostos na compra, paga anualmente os impostos necessários para mantê-lo e, ainda por cima, mais da metade do preço que você paga pela gasolina – 53% – serve apenas para cobrir os impostos!

    No Brasil, não estamos acostumados a saber quanto pagamos para o governo cada vez que compramos algo. E é justamente o imposto sobre o consumo que acaba sendo o mais danoso para as populações mais pobres. É provavelmente por não saberem a proporção do preço do produto que vai direto para os cofres do governo que muitas pessoas vêem empresários como seres mesquinhos e maldosos. Mal sabem que o Brasil é um país hostil ao empreendedorismo.

    Pelas enormes dificuldades que o cidadão encontra para abrir e manter o seu próprio negócio, ser empreendedor no Brasil é tarefa difícil e pouco atraente . Os altos impostos pagos para a abertura e manutenção de uma empresa – além do longo tempo de espera até que o empresário possa, de fato, iniciar as suas atividades – e custosos encargos trabalhistas que obrigatoriamente deve pagar aos seus empregados, criam uma barreira difícil de ser atravessada.

    Mas não somos o único país a sofrer com a alta carga tributária. Um estudo da organização americana Tax Foundation mostra que nos Estados Unidos, onde o Dia da Liberdade de Impostos aconteceu mais de um mês atrás (17 de abril), os americanos em 2012 gastarão mais em impostos do que em alimentação, vestuário e moradia juntos.

    A data de hoje nos ajuda a lembrar e refletir a respeito do custo para sustentar o governo. Pagamos muito e pouco recebemos em troca. Aproveite para visitar um dos pontos de protesto em todo o país e desfrute, mesmo que por um dia, da sensação de se ver livre do pesado fardo dos impostos.

    Texto: Elisa Lucena Martins. Reprodução do site Opinião e Notícia. http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/boa-parte-de-tudo-que-voce-compra-e-imposto/

  • 22 Mai 2012

    Como posso trocar para uma opção mais cara sem perder o dinheiro já investido ?

    Para os que desejam mudar para opções mais caras e pedir estorno do investimento anterior, feito por uma opção mais barata, aqui está a resposta oficial da Catarse.

    Envie um e-mail para contato@catarse.me com o título: “Apoio novo (e reembolso de apoio antigo) para o projeto Dorsal Atlântica”.

    “Quem quiser apoiar mais e pegar uma recompensa maior, o que a Catarse recomenda é que a pessoa faça esse apoio maior e mande um email dizendo que quer o estorno do primeiro apoio (essa operação será mais fácil para quem fez o primeiro apoio por cartão de crédito, mas dá pra ser feita também por quem pagou com boleto/débito). Se o pagamento foi feito com cartão de crédito, faremos o estorno no dia e ele virá como crédito na próxima fatura do cartão da pessoa. Se o pagamento foi feito com boleto ou transferência bancária, a pessoa terá que criar uma conta simples no MoIP, me mandar o login que ela fez por lá, e a Catarse mandará a grana para lá (de onde ele sacará para uma conta corrente dele) – esse processo demora uns 5 dias.”

  • 21 Mai 2012

    O SUDÁRIO DE TURIM: VERDADEIRO OU FALSO? TRUE OU FALSE?

    _Metal Desunido

    Ambos os lados da moeda se igualam, todos lutam entre si
    Fazem o mesmo, distorcem a verdade
    Mentem para os outros, mentem para si
    Não sigo suas regras, não sigo ninguém, vive tua vida
    Dono da verdade, deixa viver a minha

    Metal Desunido

    Vocês não vêem, estão criando seu próprio sistema
    Se enforcam com a própria corda sem perceber
    Cavaram o próprio túmulo, estão se enterrando nele
    Feito serviçais seguem o mestre dos fracos
    Mentem e se iludem, falsas convicções
    Absolutas certezas baseadas em nada
    Alicerces sustentados em areia

    Metal Desunido vai se matar, vai se destruir._

    A capa do novo CD da Dorsal é o rosto do Santo Sudário. A coroa de espinhos forma a palavra Dorsal, que é feita de balas, as mesmas que usávamos em nossos cintos de balas nos anos 80. O conceito da capa alude a várias questões concernentes ao projeto e à cena. Para explicar a questão do Sudário de Turim, o verdadeiro (ou falso?) reproduzo matéria originalmente publicada em O Martelo 14.

    Muitas controvérsias existem sobre a autênticidade da peça e segundo especialistas a igreja não tem o Santo Sudário verdadeiro, que para eles não foi encontrado. Em 1988 três laboratórios (suíço, inglês e americano) utilizaram a datação por meio do carbono 14 e chegaram à conclusão de que a peça foi tecida na Idade Média, entre 1260 e 1390. No entanto, outros peritos encontraram incrustados nas fibras do tecido pólen e sementeús procedentes do Oriente Médio. Mas recentemente novas evidências científicas (descobertas por uma estudiosa leiga e comprovadas por um dos cientistas que acusou o Sudário de fraude) reacenderam o primeiro debate sobre a autenticidade do Santo Sudário.

    No final do século XIX, mais exatamente em 1898, o advogado italiano Secondo Pia, com sua imensa máquina fotográfica registrou o casamento da princesa filha do duque de Saboya, em Turim. Aproveitou a ocasião para tirar uma fotografia da relíquia da família, um imenso lençol de 4,36 m de comprimento, 1,10 m de largura, que se venerava como sendo a mortalha que envolvera o corpo de Cristo no sepulcro. No negativo apareceu o retrato de Cristo. O corpo inteiro frontal e de costas, com as marcas da flagelação e da crucificação. A partir dessa fotografia, as discussões se multiplicaram. Atraiu o estudo de cientistas céticos e religiosos. Estudaram o tipo de impressão, o tecido, as marcas de sangue e até o pólen das flores do Oriente que estavam depositados entre as fibras do tecido. O mais curioso é que a figura que aparece no negativo da foto do Sudário corresponde à figura de Cristo elaborada pelos artistas durante os 1800 anos de Cristianismo.

    O primeiro estudo sobre o Sudário que se tornou público foi a análise médico-científica feita pelo dr Pierre Barbet, em 1932. As conclusões, descritas no livro A paixão de Cristo segundo o cirurgião foram impressionantes:
    - na face havia sinais de contusões, o nariz estava fraturado na cartilagem descolado do osso;
    - no corpo foram contados 120 sinais de golpes de açoite, produzidos por dois flageladores, um de cada lado da vítima.
    - o flagelo utilizado foi o que se usava no Império Romano, composto de duas ou três correias de couro, terminando em pequenos ossos de pontas agudas, ou em pequenas travas de chumbo com duas bolas nas extremidades.
    - duas chagas marcavam o ombro direito e o omoplata esquerdo;
    - o peito muito saliente denotava a terrível asfixia suportada durante a agonia;
    - os pulsos apareciam perfurados, tendo o prego perfurante secionado em parte o nervo mediano, fazendo contrair o polegar para dentro da palma da mão;
    - pela a curvatura das pernas e as perfurações nos pés, tem-se a nítida impressão de que o esquerdo foi sobreposto ao direito e presos ao madeiro por um único prego;
    - os dois joelhos estavam chagados;
    - havia um sinal de sangramento, produzido por uma grande ferida, no lado direito do tórax;
    - por fim, havia 50 perfurações na fronte, cabeça e nuca, compatíveis com uma coroação de espinhos…

    Enquanto os físicos britânicos e americanos tentam entender os dados contraditórios, o livro “O Sudário de Turim”, dos escritores britânicos Lynn Picknett e Clive Prince, apresenta uma mistura curiosa de análise científica e muita imaginação para explicar as anomalias encontradas na imagem. Na obra, recém-lançada no país, a dupla argumenta que o Sudário é um auto-retrato fotográfico de Leonardo da Vinci, feito provavelmente em 1492. Os dois apresentam um bom resumo das controvérsias científicas em torno da misteriosa mortalha. Um dos problemas é que muitos dos pesquisadores envolvidos no estudo do Sudário nos anos 1970 e 1980 eram católicos fervorosos, tendendo a ver o pano como a “prova física” da ressurreição de Jesus. Por isso, todas as supostas provas de autenticidade da imagem são contestadas.

    Dois trabalhos famosos, por exemplo, disseram ter achado pólen de plantas que só crescem juntas durante a primavera da Palestina em meio ao Sudário, o que provaria sua origem em Jerusalém, onde Cristo foi crucificado. No entanto, botânicos independentes afirmam que mesmo os melhores microscópios não permitiriam uma identificação tão precisa das espécies de plantas.

    O mesmo vale para os supostos traços de sangue — classificado como pertencente ao tipo AB — na mortalha. Alguns cientistas argumentam que, na verdade, há ali resquícios de corantes usados por artistas medievais, como o ocre vermelho. Para piorar, o pano parece ter sido extensamente manuseado ao longo dos séculos, o que permitiria a contaminação por pólen, DNA e até sangue estranhos ao “dono” original do Sudário.
    Para completar, a imagem mostra detalhes incrivelmente realistas de ferimentos de chibatadas, de lança — a mesma que teria perfurado o tronco de Jesus e feito escorrer “sangue e água”, de acordo com o Evangelho de João — e marcas da crucificação. Aliás, a marca do cravo que teria pregado um dos braços de Cristo à cruz fica não na palma da mão, mas num local preciso do pulso, que dava estabilidade ao corpo crucificado. Era assim que os antigos romanos crucificavam seus prisioneiros, mas na Idade Média — suposta data em que o Sudário foi forjado — ninguém mais sabia disso. Tanto que as imagens da época mostram Jesus pregado pelas palmas das mãos.

    No entanto, o aspecto mais intrigante do Sudário é que ele parece abrigar uma imagem “fotográfica”: todos esses detalhes só são vistos no negativo das fotografias tiradas dele, já que a imagem “normal” é muito tênue. Lynn Picknett e Clive Prince, os autores do livro, afirmam que isso indica uma origem fotográfica ou protofotográfica para a própria imagem. Para comprovar isso, eles usaram substâncias e técnicas disponíveis no fim da Idade Média e na Renascença para tentar criar seu próprio “Sudário”. Como pigmento sensível à luz, escolheram uma mistura de clara de ovo e sal de cromo. Usando uma câmera escura (instrumento rudimentar que inspirou as câmeras fotográficas), conseguiram projetar a imagem de um busto de gesso numa tela coberta com o pigmento. O resultado foi uma imagem do busto que tinha até o famoso “efeito de negativo” do Sudário.

    Um documento nos arquivos do Vaticano revela que o objeto, considerado sagrado por muitos fiéis, esteve na posse dos Templários durante mais de um século. A descoberta, anunciada pela investigadora Barbara Frale, explica um dos principais mistérios que rodeavam o sudário, isto é o seu desaparecimento durante mais de cem anos desde o saque de Constantinopla em 1204 até meados do século XIV. No documento em questão, um jovem templário que entrou na ordem em 1287 explica que nas cerimónias de iniciação foi levado a uma sala, a que só os membros tinham acesso, onde lhe foi mostrado um longo pano de linho com a imagem de um homem impressa, tendo-lhe sido pedido que beijasse os pés da figura. Segundo a teoria de Frale, os templários teriam escondido o sudário para que não caísse nas mãos de grupos heréticos, como os cátaros, que negavam a humanidade de Cristo. Depois de ter desaparecido de Constantinopla, o Sudário só reapareceu em França em 1353, onde foi exibido numa igreja local por descendentes do templário Geoffrey de Charney.

    Mais investigações

    Nos Estados Unidos se formou um grupo de investigação científica que, em 1978, foi até Turim com 40 toneladas de aparelhagem. Os cientistas realizaram uma série de exames num total de 140.000 horas. Dentre os vários testes aplicados, cumpre destacar fotos e microscopia eletrônica, raio-X, espectroscopia, fluorescência ultravioleta, termografia e análises químicas. Os resultados dos exames laboratoriais demonstraram que o desenho que aparecia no pano não poderia ter sido feito por mãos humanas. Até agora não foi explicada a formação da imagem no Sudário. Não se trata de pintura nem da compressão do tecido sobre o corpo de um cadáver. A hipótese mais provável levantada por alguns cientistas sugere que ela foi produzida, numa fração de segundos, semelhante a um clarão de uma explosão nuclear como a ocorrida com o clarão da bomba de Hiroshima que imprimiu a imagem de uma válvula na parede de um tanque de gás. As manchas de sangue que marcam o tecido estão gravadas em positivo ao contrário do restante da imagem que está em negativo. Trata-se realmente de sangue humano, de tipo sanguíneo AB.

    O criminologista e botânico suíço, Max Frei, identificou células de pólen de 49 plantas diferentes presentes no tecido. Elas são originárias da Palestina, da Turquia e da Europa, exatamente, as regiões percorridas pelo Santo Sudário.

    Foram verificados dois objetos circulares colocados sobre os olhos. Trata-se de duas moedas: a primeira, o dilepto lituus, produzido na Palestina no governo de Pôncio Pilatos entre os anos 29 e 32 d.C. A segunda moeda identificada foi cunhada por Pilatos em homenagem a Júlia, mãe do imperador romano Tibério, em 29 d.C. Colocar moedas sobre os olhos do morto, para manter as pálpebras fechadas, fazia parte dos ritos funerário judaicos da época de Jesus. Elas também confirmam as datas dos Evangelhos: “Era o ano décimo quinto do reinado do Imperador Tibério César, Pôncio Pilatos era governador da Judéia” (Lc. 3, 1)

    Dois oficiais da Força Aérea norte-americana, John Jackson e Eric Jumper, analisando o Sudário perceberam que a figura foi impressa de maneira tridimensional, de tal forma que é possível conhecer a distância entre o tecido e as diversas partes do corpo. Para a reconstituição da tridimensionalidade, utiliza-se um aparelho chamado VP-8. Jackson e Jumper tomaram uma simples fotografia do Sudário e a introduziram no aparelho. Qual não foi o seu espanto ao constatar que se constituiu uma imagem tridimensional e que esta parecia emergir gradativamente do pano como na ressurreição.
    Em outubro de 1988, a equipe de Oxford, em conferência no British Museum, declarou que a análise do carbono 14 indicava que o tecido era de origem medieval, tendo sido produzido entre os anos 1260 e 1390.

    O espanto foi geral, pois a ciência parecia entrar em contradição com tudo o que ficara demonstrado anteriormente. O Sudário já havia passado por milhares de testes. De todos os experimentos, somente o do carbono 14 contestou a autenticidade da peça. Todavia, a idéia de falsificação está agora descartada. O cientista russo Dimitri Kouznetsov provou que os dados do carbono 14 estavam errados, em consequência do incêndio a que o Santo Sudário esteve exposto em 1532. Na mesma linha, Harry Gove, o principal responsável pela datação do Sudário como tecido medieval, admitiu que a contaminação que o pano sofreu ao longo dos séculos podia ter falseado os resultados. Dr. Leôncio Garça-Valdez, professor de microbiologia, da Universidade do Texas, demonstrou que existem determinados tipos de bactérias que produzem um revestimento bioplástico sobre artefatos antigos que distorce o processo de datação pelo carbono. O próprio Michael Tite, coordenador dos testes científicos e diretor do Museu Britânico, reconheceu em carta dirigida professor Lugi Gonella, consultor técnico do Arcebispado de Turim, que o carbono 14 não oferece prova alguma a favor de sua tese e confessa que “houve intenção deliberada de enganar o público”.

  • 20 Mai 2012

    A Caneca da campanha do novo CD da DORSAL

    Trecho de entrevista dada a Michael Meneses:

    Já tem o conceito para a arte da capa?

    É o rosto de Jesus do Santo Sudário com uma coroa de espinhos feita de balas. É a imagem que aparece no começo do clipe da campanha. É uma referência à capa do Antes do Fim de 1986. É uma citação que pode até ser debochada mas faz muito sentido para mim, ainda mais com o Jesus pintado na caneca que está nas opções da campanha. Tome seu chopp com Jesus.

  • 19 Mai 2012

    Comunidade DATA FINAL do novo CD da DORSAL ATLÂNTICA (10 de JUNHO)

    Além da comunidade de fãs no facebook, inaugurei um novo espaço para lembrar diariamente aos que ainda não apoiaram, que todo apoio e decisão é fundamental para a campanha.

    https://www.facebook.com/events/234611733314969/?notif_t=plan_user_joined

  • 15 Mai 2012

    Entrevista em O GLOBO (Blog Overdubbing)

  • 14 Mai 2012

    Entrevistas e Matérias da semana

    Matéria em inglês sobre a campanha: http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=Bf2O_gJCKVs#t=120s

    DORSAL ATLÂNTICA CONVOCA OS FÃS PARA REPARTIR A GLÓRIA (Jornal da Tarde – São Paulo)
    http://blogs.estadao.com.br/combate_rock/

    Entrevista Páginas Vazias: http://paginasvaziaszine.blogspot.com.br/2012/05/carlos-vandalo-lopes-guitarra-e-voz-da.html

    A comunidade de fãs da DORSAL no Facebook só cresce. Gráfico:

  • 11 Mai 2012

    Mais uma composição do novo CD da DORSAL: OPERAÇÃO BROTHER SAM.

    A faixa OPERAÇÃO BROTHER SAM foi escrita para homenagear meu irmão no dia do seu aniversário e falar sobre um assunto que me empolga: história brasileira.

    DORSAL é história, pois não.

    Cláudio Lopes, o baixista da DORSAL, nasceu no dia 31 de março de 1964, ou seja: a mesma data do golpe militar. Nosso pai nos contou que ao levar nossa mãe à maternidade, ele foi barrado por soldados no centro da cidade, se não me engano. Creio que ele estava dirigindo um caminhão. Ele queria passar pela barreira, que impedia o deslocamento da população entre os bairros. Após reclamar muito e quase bater no coitado do soldado, que nem devia saber o que estava havendo, liberaram a passagem para meu irmão vir ao mundo.

    OPERAÇÃO BROTHER SAM fala de um caso desconhecido para a maior parte dos brasileiros: em 1964, caso o presidente João Goulart, deposto por uma quartelada militar, resistisse ao golpe, os Estados Unidos teriam bombardeado as cidades brasileiras até a renúncia ou deposição do presidente, empossado pela Constituição.

    Segundo documentos já em domínio público, liberados pelo governo americano, a OPERAÇÃO consistia no envio de 100 toneladas de armas leves e munições, quatro navios petroleiros para os insurgentes cuja capital – financiada pelos americanos – seria em Minas, sob o comando do presidente empossado pelos americanos, Magalhães Pinto, presidente do Banco Nacional e governador de Minas que bancou do próprio bolso o treinamento de 10 mil soldados da Polícia Militar de Minas para ampará-lo no golpe (após 1964, sua fortuna se multiplicou e ele incorporou mais seis bancos em 1972). Fora isso, os americanos prepararam o envio de uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com a carga de 50 helicópteros com tripulação e armamento completo, um porta-aviões da classe Forrestal, seis destróiers, um encouraçado, além de um navio de transporte de tropas, e 25 aviões C-135 para transporte de material bélico. Lincoln Gordon, embaixador americano no Brasil e agente da CIA, tinha vários negócios aqui, e queria a intervenção rapidamente. Se o golpe não tivesse vingado, o Brasil seria invadido, pela poderosa Frota do Caribe que estava a 50 milhas náuticas ao sul do Rio de Janeiro. A ordem era bombardear Recife, Rio, Santos e Brasília.

    Jango resistiria no sul, cuja capital provisória seria Porto Alegre, sob a liderança do governador Leonel Brizola, mas Jango abriu mão do derramamento de sangue e de uma guerra civil ao pedir asilo no Uruguai e lá mesmo, anos depois, foi provavelmente envenenado sob ordens da OPERAÇÃO CONDOR,uma liga da justiça de ditaduras latinas que trocavam aSSSaSSSinatos de esquerdistas entre si.

    Documento do Congresso norte americano comprova a ação intervencionista, sem meias palavras:

    “The role of the United States in these events was complex and at times contradictory. An anti-Goulart press campaign was conducted throughout 1963, and in 1964 the Johnson administration gave moral support to the campaign. Ambassador Lincoln Gordon later admitted that the embassy had given money to anti-Goulart candidates in the 1962 municipal elections and had encouraged the plotters; that many extra United States military and intelligence personnel were operating in Brazil; and that four United States Navy oil tankers and the carrier Forrestal , in an operation code-named Brother Sam, had stood off the coast in case of need during the 1964 coup. Washington immediately recognized the new government in 1964 and joined the chorus chanting that the coup d’état of the “democratic forces” had staved off the hand of international communism. In retrospect, it appears that the only foreign hand involved was Washington’s, although the United States was not the principal actor in these events. Indeed, the hard-liners in the Brazilian military pressured Costa e Silva into promulgating the Fifth Institutional Act on December 13, 1968. This act gave the president dictatorial powers, dissolved Congress and state legislatures, suspended the constitution, and imposed censorship".

    Traduzido: O papel dos Estados Unidos nesses eventos era complexo e às vezes contraditório. Uma campanha de imprensa anti-Goulart foi administrada ao longo de 1963, e em 1964 apoiada por Lyndon Johnson (presidente americano). O Embaixador Lincoln Gordon admitiu mais tarde que a embaixada tinha dado dinheiro a candidatos anti-Goulart nas eleições municipais de 1962 e encorajado os conspiradores; muitos agentes do exército dos Estados Unidos e pessoal extra da Agência de inteligência estavam operando no Brasil; havia quatro navios tanques e o porta-aviões Forrestal da Marinha dos Estados Unidos; a operação foi chamada Irmão Sam. As forças estavam ao largo da costa e, em caso de necessidade durante o golpe 1964, agiriam rapidamente. Washington reconheceu o novo governo imediatamente ao golpe 1964 e uniu-se ao coro que cantava que o golpe de estado das “forças democráticas” barrou o comunismo internacional. Em retrospecto, parece que a única mão estrangeira envolvida era Washington, embora os Estados Unidos não fossem o ator principal nestes eventos. Na verdade, a linha dura do exército brasileiro, pressionou Costa e Silva em promulgar o Quinto Ato Institucional no dia 13 de dezembro de 1968. Este ato deu para o presidente poderes ditatoriais, o Congresso e assembléias legislativas foram dissolvidos, foi suspensa a constituição, e imposta a censura.

    Desde o governo John Kennedy, os Estados Unidos tramavam o golpe. Ao financiar economicamente os rivais de Jango, como Carlos Lacerda e Magalhães Pinto, os americanos interferiram diretamente nos destinos de um país livre. Em 1964, ao saberem por intermédio da Embaixada e de brasileiros entreguistas, que caminharíamos para uma República Socialista, com as reformas de base, os gringos não tiveram pudores em nos tratar como Cuba, El Salvador, Irã e Iraque.

    Acorda Brasil!

  • 09 Mai 2012

    Faixas do novo CD da DORSAL ATLÂNTICA: "Meu Filho Me Vingará".


    (Minissérie Desejo da Rede Globo)

    A partir desta postagem explicarei os temas das composições do novo CD.

    MEU FILHO ME VINGARÁ fala sobre o rumoroso caso do escritor Euclides da Cunha, autor do clássico Os Sertões (1902), morto pelo amante de sua mulher, Ana de Assis ou Ana da Cunha.

    Euclides entrou para a história, bem antes do livro Os Sertões, no episódio do sabre em 1888. Faltava pouco para a abolição e a deposição do Império. Os militares estavam insatisfeitos com o tratamento dado a eles após a guerra do Paraguai. O ministro da Guerra do Império foi inspecionar as tropas, e apesar de vários estudantes terem combinado jogarem seus sabres ao chão em protesto contra o governo, apenas Euclides tentou quebrá-lo e o jogou em frente ao ministro. Foi um escândalo. Alguns aconselharam Euclides a se declarar doente mental para se safar da acusação. Ele preferiu a integridade. Foi preso durante 2 meses em uma fortaleza no Rio, para em seguida ser expulso da escola, o que pelo menos, o impediu de ser fuzilado.


    (Euclides da Cunha por Loredano)

    Apesar de conhecido pela insurreição do sabre, e já escrevendo para o Estado de São Paulo, obviamente atacando o Império, não foi convidado pelos próceres revolucionários para depor os Bragança em 15 de novembro de 1889. Comemorando a deposição do Império, conheceu Ana ou Saninha em uma festa na casa do pai da moça, o major Sólon Ribeiro, um dos mais importantes militares conspiradores, o mesmo que entregou a carta do banimento para D. Pedro II. Euclides casa com Ana de Assis ou Saninha em 1890, a mulher que lhe daria filhos e o enlouqueceria.

    Ausente durante anos do Rio, ao retornar à cidade, Euclides encontrou Saninha de 30 anos, grávida. Como Euclides o “moreno enfezado” com 1 metro e 65 poderia ser páreo para a presença constante do cadete Dilermando de Assis de 17 anos, alto, loiro e de olhos verdes? O desgosto mais profundo de Euclides é que ele havia auxiliado financeiramente na formação do jovem Dilermando desde cedo. Mas quem seduziu o jovem militar foi Ana, mãe dos filhos de Euclides. Ana dá a luz a um menino chamado Mauro, que falece de debilidade congênita uma semana após seu nascimento. Ana engravida novamente e o nome da criança é Luís Ribeiro da Cunha. A esperança de um recomeço acabou na cor dos cabelos louros do mais novo filho do casal, o que fez Euclides associá-lo desconfiadamente a uma “espiga de milho”, para levantar ainda mais suspeitas, apesar de Saninha ter prometido romper a relação com Dilermando.


    (Dilermando, o amante)

    Segue descrição de matéria de O Malho sobre o desenrolar dos acontecimentos:

    “No dia 12 de agosto, Ana da Cunha, sob o pretexto de procurar uma outra casa para onde se mudar saiu e não voltou para sua residência, onde morava com Euclides (Nossa Senhora de Copacabana 23). Pernoitou fora de casa, sem que seu marido soubesse onde, apesar de ter saído a indagar. Saindo ele novamente a sua procura no dia seguinte (13), encontrou-a na casa de sua mãe. Os dois combinaram que Ana lá permaneceria até o dia seguinte (14), quando deveria ir visitar Euclides no Ginásio Nacional e levar para casa seu filho menor. No entanto, o combinado não foi cumprido. Euclides da Cunha exasperou-se quando, no sábado (14), depois de dar aula pela manhã no Ginásio Nacional, indo à casa de sua sogra, foi informado de que sua mulher ali não passara a noite, nem lá chegara até aquela hora; o estado de excitação de Euclides aumentou vendo que também de sábado para domingo a esposa não aparecia nem dava notícia de si.”

    Ana levou os filhos para o subúrbio de Piedade para a casa de Dilermando, após ter “enrolado” o marido por anos. Apenas o filho mais velho, que estava na Escola Militar não foi.

    Em um domingo chuvoso de 15 de agosto em 1909, Euclides com 43 anos acordou disposto a dar término à humilhação. Pediu um revólver a um primo para “matar um cão raivoso”, que mesmo desconfiado, cedeu-lhe a arma. Euclides, com guarda-chuva emprestado tomou um bonde, pegou um trem (com passagem de ida e volta) à Estrada Real de Santa Cruz, 214. Quem o recebeu foi Dinorah, irmão de Dilermando (curiosamente: Dinorah era jogador de futebol campeão do Botafogo). “Onde está minha mulher?” perguntou raivoso. Antes que qualquer resposta fosse dada, Euclides investiu pela casa, para arrombar a porta de um quarto no qual Dilermando estava. Euclides disparou a esmo, enquanto Dinorah correu em defesa do irmão. Dilermando pegou sua arma e, segundo declarou, para intimidar Euclides disparou duas vezes para cima. Dilermando que era campeão de tiro, matou o escritor com dois disparos. Dilermando levou um tiro na virilha esquerda e Dinorah recebeu outro na coluna vertebral.


    (Dinorah no time campeão do Botafogo em 1910)

    Prossegue o Malho: “O escritor foi cair junto à porta da rua, mas foi transportado em seguida para um leito. Momentos depois lhe prestava socorros sua esposa, que disse haver chegado durante o desenrolar da tragédia e que para ali fora com o fim exatamente de a evitar. Mas contam também os jornais que, na verdade, a esposa de Euclides da Cunha esteve o tempo todo na casa de Dilermando, escondida em um dos quartos do fundo. Seja como for, Euclides veio a falecer em seguida, tendo dito para o seu assassino : “Odeio-te, mas te perdôo!”.”

    Os jornais fizeram uma campanha escandalosa pedindo a cabeça de Dilermando. O julgamento só aconteceu dois anos depois e o assassino foi absolvido por legítima defesa. Houve apelação para o Supremo e ele ganhou outra vez. Dilermando saiu da cadeia para se casar com Saninha, confirmando o óbvio. O casamento durou 15 anos.

    Sete anos depois, em 1916, o aspirante naval Euclides da Cunha Filho ou Quidinho, o filho de Euclides e Saninha tenta vingar o pai no centro do Rio. Novamente Dilermando se defende, matando o novo rival e sendo mais uma vez absolvido.

    “Cometi o crime de matar um Deus”, Dilermando teria dito a um jornalista em uma das dezenas de entrevistas feitas sobre o assunto.

  • 08 Mai 2012

    Entrevista para a revista Roadie Crew (Ricardo Batalha) - 2005

    O “Antes do Fim” é considerado um marco, um clássico absoluto do som pesado brasileiro, mas por que ele era o único da Dorsal Atlântica que não tinha saído em CD?

    Gravo há 25 anos. Gostaria de ter sobrevivido apenas com os direitos autorais dos meus trabalhos, para que eu pudesse me dedicar mais e mais à música. Mas isso não aconteceu pois as gravadoras atrasam os pagamentos dos direitos (quando pagam) e isso gera toda sorte (ou azar) de problemas. O público compra o CD sem saber que o artista não recebe corretamente.
    Na maior parte das vezes os direitos autorais, ou as porcentagens sobre as vendas, nem chegam às nossas mãos para saldar as despesas contraídas pela própria banda, que conta com esses pagamentos. Uma banda é uma empresa. As despesas viram uma bola de neve e se você não as paga é obrigado a decretar a falência. Eu permaneço tocando até hoje porque sei que minha contribuição ainda é importante como artista e pensador, mas a partir do momento que não pude comer, pegar um ônibus porque eu não recebia, isso me revoltou. Uma vez liguei para uma gravadora que já devia ter acertado as dívidas comigo, para que eu honrasse as minhas e o que ouvi é que eu não precisava disso, que estava bem de vida. Eu quebrei financeiramente e moralmente naquela época. Depois um funcionário bêbado desse selo confidenciou que o dono havia construído a própria casa com o dinheiro que não repassava às bandas. São muitas as histórias. Foram muitos os desrespeitos. Levantei a cabeça e confiei no futuro. Hoje estou aqui falando sobre isso.

    Como a lei de direito autoral mudou recentemente, somente o autor pode autorizar a reedição ou a reprensagem de uma obra. Por não receber dignamente, por não ser avisado que querem relançar um trabalho meu, por ter sido desrespeitado por anos a fio, decidi nunca mais autorizar um relançamento a não ser que cumpram previamente o combinado. O Antes do Fim original estava inserido nesse caso.

    A produção do “Antes do Fim Depois do Fim” é bem superior à versão original em todos os sentidos, mas gostaria que você falasse a respeito da versão original. Como compararia os dois trabalhos?

    Gravamos o LP em 1986 na maior correria pois os produtores da época que nos prometeram investir na produção, nos deram quase nada mas na hora, o que nos obrigou a trabalhar de forma desesperada, correndo contra o relógio. Na época fiquei meio puto, mas hoje procuro ver o lado bom da história: o disco original possuí uma urgência fundamental, que lhe confere grande parte da alma. Concluí que sendo assim, esse ingrediente precisaria ser respeitado na nova versão. A forma de pensar no atual “Antes do Fim Depois do Fim” foi essa: “Tenho 20 anos de novo, estou gravando meu primeiro disco em um estúdio de qualidade, cheio de gás, com um bom produtor e com equipamento melhor”.

    Mesmo tendo a cadenciada e clássica “Guerrilha”, o estilo do “Antes do Fim” é classificado como Hardcore Metal. Após o Split “Ultimatum” este foi o passo natural da Dorsal Atlântica? Conte-nos como foi moldada a musicalidade de “Antes do Fim”, já que eu mesmo escrevi na resenha do “Antes do Fim Depois do Fim” que o “‘feeling’ serve também para sons agressivos”.

    É possível sim, escrever música brutal com alma, o que você chamou de “feeling”. Mas gostaria de ir além. Quando me refiro a possuir alma, digo ater-me à essência original, à matriz. A alma negra do rock emana da crueza, do suíngue, do ritmo tribal que toma conta do corpo, do quebrar barreiras e transpor o impossível. O rock é fruto de um ritmo sensual emanado das classes oprimidas, algo bem diferente das composições de Bach que eram tocadas por brancos para brancos em igrejas e salões, algo bastante religioso e reprimido. Veja como os negros norte-americanos rezam: eles dão show dentro das igrejas. Transformam a opressão em algo desreprimido. O paralelo na nossa cultura é a incorporação em centros espíritas, umbanda e candomblé, onde os deuses negros e brancos se fundem. Poucas vezes o rock brasileiro veio da periferia. Na maior parte foi fruto das classes mais privilegiadas e fugiu à realidade do povo, algo que criticamos tanto nos políticos.

    O metal anda muito embranquecido. Todas as bandas dos 60 e 70 eram compostas por fãs de compositores negros. Com o passar do tempo, as bandas brancas começaram a ser influenciadas por bandas brancas e isso foi modificando a gênese primordial. O rock é mistura da música sertaneja, caipira, norte-americana com os cantos negros. A quantidade de notas vem dos brancos, o ritmo vem dos negros. Quando se nega isso, nega-se a verdadeira essência do rock e das primeiras gerações do metal.

    A Dorsal nasceu contra a estética tradicional da época, no início dos 80, que ainda era infestada pelo rock clássico “decadente”. Quis ir além, fundir rock, punk e metal, escrever sobre política (pois ainda vivíamos em uma ditadura), vestir roupas agressivas, quebrar barreiras. Por mais incrível que pareça, fui médium de incorporação em centros espíritas. Incluí esse detalhe na soma de influências, utilizando o canal aberto com a espiritualidade para me desreprimir no palco e na vida. E isso não tem nada a ver com usar drogas. Liberdade é se desapegar. Você tem que acabar com as drogas de sua vida, e não sorvê-las. Essa era a minha arte, por isso sobreviveu às modas até hoje.
    Mas é importante citar que nem o rotulo hardcore metal nos coube infinitamente. Não quis ficar preso a esse estigma e já no segundo LP, o “Dividir e Conquistar” de 1988 misturei muitas influências, porém mantendo nossas características. A história da Dorsal sempre foi desafiadora. A Dorsal Atlântica primou por se desenvolver sem abandonar as raízes, mesmo que não nos entendessem na época e nem depois. Inclusive sem que os próprios músicos entendessem o que eu estava dizendo.

    Você pode contar a história em torno da arte original da capa de “Antes do Fim”, que aparece no encarte do relançamento em CD? Ela foi vetada na época?

    A contracapa (os cadáveres) que seria a capa original foi vetada em prol da capa da caveira. Os produtores a consideraram violenta e anticomercial. Aleguei que a capa dos mortos expressava o conteúdo, criticava o momento político, era o reflexo da agressividade da música. Nada adiantou. Me deram um “ultimatum”: (desculpem-me. Não pude evitar) ou entregava uma nova capa imediatamente ou eles voltariam para São Paulo (estávamos gravando no Rio) e decidiriam o nosso futuro por contra própria. Peguei uma camiseta que havia pintado à mão. Era uma caveira copiada de um velho cartaz de um filme de terror da produtora inglesa Hammer. Acrescentei pregos (dor de cabeça por causa da música) e o olhar mais aterrorizado à caveira, escrevendo “noise-metal” embaixo. Eles adoraram e assim nasceu a capa substituta. Se repararem no logotipo da Dorsal, sobre a caveira, pode-se notar que ele está torto pois o fotógrafo nem foi capaz de ajustar a camiseta na posição correta. Na versão em CD pode-se optar por uma das duas capas. Eu inverto a minha capa de semana em semana.

    Você concorda que na carreira inteira da banda o Punk, o Hardcore e até o Straight-Edge foram até mais reverenciados por você que o próprio Heavy Metal, mesmo o público da Dorsal tendo sido formado, quase em sua totalidade, pelos fãs de Metal? Digo isso porque em inúmeras declarações, parece que você sempre fala do Punk e do Hardcore com mais paixão…

    O metal não existia enquanto movimento no final dos 70. Eram pouquíssimos exemplos isolados e todos ainda soando muito antiquados. Não eram o diferencial, praticavam a manutenção de velhas fórmulas. Sempre houve uma carência de bandas pesadas no Brasil e que dialogassem com o público. O movimento metal nacional nasceu de três coisas: primeiro do exemplo dos punks que produziram uma cena própria na política do “faça-por-si-mesmo”. Em segundo lugar por causa do nascimento da New Wave of British Heavy Metal que influenciou a cena brasileira, despertando a atenção dos jovens para uma “nova” estética. Em terceiro lugar, da vontade dos desbravadores, dos quais fiz parte. A Dorsal foi pioneira em muitos aspectos, nem é necessário enumerá-los. O punk me deu a direção pois o movimento se aplicava como nada à realidade brasileira, tão hipócrita e segmentada. Se em 2005, ainda fazemos parte dos 55 milhôes de brasileiros que estão na faixa de pobreza pode-se compreender porque “todo poder emana do povo e pertence ao povo”. O metal foi assimilado pelas classes mais altas, as mais consumistas. O movimento sócio/político/musical original degenerou-se. Foi engolido pelo lado prático e fácil da vida. Eu permaneci remando sozinho, um verdadeiro Dom Quixote de La Mancha.

    No Rio de Janeiro na primeira metade dos 80 a maior parte da platéia de metal era composta de gente de periferia sem dinheiro e sem trabalho. Nada mais distante do que acontece hoje em um grande centro.

  • 07 Mai 2012

    MOVIMENTO METAL NO INÍCIO DOS ANOS 80 (Rock Brigade – 2005)

    Fernando Souza Filho – Você acha que, naquele momento, o heavy metal chegou a ser um movimento mesmo?

    CARLOS – Era uma comunidade, como uma família. Os caras do Sepultura, quando iam pro Rio, ficavam lá em casa, ficavam na casa de outras pessoas. Quando a gente vinha pra São Paulo, ficava na casa de outros. Eu me lembro de ir pra Belo Horizonte tocar, durante o lançamento do Antes do Fim. Éramos mais amigos, mais próximos, do pessoal do Overdose. O Sepultura era mais fã da gente e, com o tempo, a gente ficou amigo também. Conheci o Cláudio [guitarrista do Overdose] em 81, no Rio, porque, você sabe, para se conseguir visto para viajar aos Estados Unidos, era preciso vir ao Consulado no Rio, porque não havia consulado em Belo Horizonte. Aí, eu conheci o Cláudio numa loja do Rio, comprando disco do Accept importado, o Breaker [de 81]. Vi um cabeludo indo pegar o Breaker, eu corri na frente dele e o peguei. “Não, esse disco é meu!”, disse ne ele deixou. Aí, começamos a puxar papo. Ele disse: “Tenho uma banda em Belo Horizonte, o Overdose.” Não tinha nem sido lançado o Século XX [split-LP lançado de 85; Século XX era o nome do lado do Overdose, o outro lado era Bestial Devastation, estreia do Sepultura]. Então, o Cláudio ia pro Rio comprar disco importado, porque em Belo Horizonte não tinha como. Era uma época totalmente diferente, não passava clipe, não tinha loja… Então, as pessoas faziam as coisas com paixão, igual à fã de futebol. Você acha que hoje as pessoas têm paixão pelo futebol como tinham? Não têm, era totalmente diferente, o futebol era uma religião. O movimento de metal se transformou em uma religião, com os mesmos vícios, e eu não tinha noção de que isso ocorreria. Percebi o que acontece na cabeça das pessoas: você faz um discurso, prega algo, sem esperar que o resultado seja bom ou ruim e a coisa toma outro rumo. Quando eu vi, o resultado descambou pra violência, pro mal, pro satanismo, pro nazismo, pra tudo de mal. Isso gerou um monte de coisas ruins.

    FSF – Nessa época, a faixa “Morte Aos Falsos” virou lema, mas, na verdade, você não escreveu a música pro falso heavy metal, mas pro falso amigo…

    CARLOS – Sim, pro falso amigo. Porque eu me lembro das bandas…

    RF – Teve alguma vez em que você foi interpretado corretamente? Alguma vez alguém leu um negócio que você escreveu e entendeu [risos]?

    CARLOS – Nunca [mais risos]. Impressionante, né?

    Antonio Carlos Monteiro – Por que será que isso acontece?

    CARLOS – Muitos não se informam, não têm discernimento. Tudo na vida é questão de discernimento entre o certo e o errado. Há muita teoria, muito achismo e pouco fato e diálogo.

  • 06 Mai 2012

    FÃS VERDADEIRAMENTE FANÁTICOS (extraído da entrevista dada a Rock Brigade em 2005)

    Reproduzo trecho de entrevista sobre o comportamento dos fãs da banda nos anos 80 e 90. Hoje, em 2012, em contato direto, mesmo através da internet, com as pessoas, o relacionamento se tornou mais próximo e também mais prático. Hoje há um cooperativismo, uma espécie de socialismo coletivo, no qual os colaboradores são parte do processo, não mais como fãs sem participação, passivos, mas como agentes ativos, que fazem a diferença. Pessoas interessadas na mudança.

    Antonio Carlos Magalhães – Li um texto no CD Pelagodiscus Atlanticus da DORSAL no qual você escreveu: “Nós fomos seguidos por fãs verdadeiramente fanáticos.” A que você está se referindo?

    CARLOS – Posso te dar um exemplo? Uma menina que ia lá pra casa sem avisar, eu não conhecia, falava assim: “Eu amo você, você tem que me comer”. Aí, eu falava: “Não, vamos ser amigos, na boa.” Aí, descemos para dar uma volta em torno de uma lagoa perto de casa. Ela ficou passeando um dia comigo lá e tentou se suicidar na minha frente, se jogar na lagoa.

    ACM – Isso aconteceu quando?

    CARLOS – 1986. Outra, também em 86: acordei sábado de manhã para ensaiar. Quando saio do prédio, tem um cara do interior de São Paulo com uma mala na minha porta. “Quem é você?” Ele falou que era um cara que me escrevia cartas: “Peguei seu endereço” – eu não tinha caixa postal na época – “peguei um ônibus e vim pra cá. Quero morar com você porque você é o meu ídolo.” Tu acreditas? Aí, eu tive que conversar com o cara, dei o dinheiro pra ele voltar pra casa. Isso era muito comum. Esse ano inteiro assim, até o show de abertura do VENOM. Estava ficando um negócio doentio. Essas duas histórias são as que eu lembro mais, mas teve muita coisa do que isso.

    ACM – E foi nessa época que caiu a sua ficha?

    CARLOS – Foi começando a cair que o negócio estava errado.

    Fernando Souza Filho – Você lembra em Belém, o pessoal correndo atrás do carro, batendo no carro?

    CARLOS – Lembro. Mas isso durou muito tempo. Quando a gente foi tocar pela primeira vez em Fortaleza, em 1993, foi a mesma coisa em Fortaleza. Belém foi em 88?

    FSF – Foi 88 ou 89…

    CARLOS – Ou seja, muitos anos depois, em Fortaleza, bateram no carro para quebrar o vidro. Quando fomos tocar em Recife a primeira vez , em 91, foi o primeiro show de metal que teve de uma banda de fora, antes mesmo de festivais como o Abril Pro Rock. Se não me engano, teve Sepultura na mesma época e tal… Eu me lembro bem desse show, foi muito tumultuado, porque a produção estava muito confusa e apagou a luz no meio. Quando apagou a luz, ficou um tempão parado. E a bateria estava montada em cima de um tapete que era da casa de um produtor que tinha um cachorro. E o cachorro tinha muita pulga. Então, o tapete tinha muita pulga e a gente tocava e se coçava [risos]. O palco era pequeno e como eu tinha pouco espaço, eu não agitava, ficava só olhando o povo pulando e a gente tocando Searching For The Light, que é um disco complexo, música toda enrolada. No show, havia um monte de skinheads, uma coisa muito confusa. Quando terminou o show, a gente foi pro camarim que era um banheiro. Dez caras da PM cercaram o camarim, mas o povo ficava gritando DORSAL e socando as janelas, os basculhantes para entrar. Isso também acontecia no Rio no Circo Voador, o povo gritava querendo entrar. Essa histeria, durou até mais ou menos até essa época, 1993. No Brasil, não tinha show internacional e, quando a gente chegava para tocar em Belém, era como se fosse uma banda estrangeira.

  • 05 Mai 2012

    Entrevista no site WHIPLASH por Écio Diniz

  • 05 Mai 2012

    Dia 5 de maio, a comunidade da DORSAl no facebook alcançou 666 seguidores.

    Que tal 6.666 seguidores da comunidade da DORSAL no facebook no dia 6 do 6?

  • 04 Mai 2012

    Reprodução do livro GUERRILHA! sobre determinados selos e gravadoras (parte I)

    Com diversos problemas com a gravadora “Lunário Perpétuo” (que lançara o Antes do Fim em 1986) decidimos fazer um distrato, acabando com a nossa exclusividade com eles, para que pudéssemos trabalhar com outra gravadora, a “Heavy” do Rio de Janeiro. Nossa meta era gravar um novo álbum que se chamaria “Dividir & Conquistar”.

    O rompimento foi assinado e selado com firma reconhecida. Ficamos tranquilos, apesar de não haver prova física de uma promessa feita pelos produtores: de que o disco original não seria vendido ou negociado sem a nossa autorização.
    Meses após a separação amigável , assinamos um novo contrato, agora com o selo Heavy e gravamos o novo LP, sem qualquer censura. Explicamos o que queríamos, lançar um divisor de águas em nossa carreira , um trabalho mais ligado à ousadia do que ao continuísmo, coisa tão comum em todas as cenas.

    Devido a um grande atraso para a entrega da prensagem do “Dividir e Conquistar” liguei para a fábrica e perguntei o que estava acontecendo. Checando o cadastro, o representante da firma falou: – “Olha… o seu disco “Antes do Fim” será entregue na próxima semana !”. Fiquei pasmo. Retruquei que estava falando do “Dividir” e não de um álbum de anos atrás. O rapaz confessou surpreso, e meio sem graça, que havia falado o que não devia. Ou seja, ali eu aprendi que a autorização do autor sobre sua obra não valia nada. O importante era o disco ser relançado à revelia e a fábrica receber seu quinhão, por serviços prestados sem conferência. Mas aí me peguei refletindo que “alguém” estava prensando o disco anterior sem que soubéssemos de absolutamente nada. Descobrimos que o antigo proprietário da “Lunário” havia vendido os direitos para a loja “Devil” da Galeria do Rock em São Paulo, sem nos comunicar. A partir desse contratempo soube em OFF que as gravadoras têm por hábito prensar mais discos do que os oficiais. Isso mostra um conluio entre selos e prensadoras, todos preocupados em burlar o máximo possível, esquecendo-se de que eles trabalham com material intelectual de outros, considerados sem importância. Compreendi que esse esquema existia para pagar menos direitos autorais aos artistas e sendo assim, obter o maior lucro possível para os produtores.
    Entrei em contato com o dono da “Devil” e pedi para que assinássemos um contrato, definindo nossas porcentagens, a questão dos direitos autorais, e que recebêssemos cópias dos pedidos de prensagem, para sabermos quantos álbuns estavam sendo produzidos. Não houve acordo. Fui recebido com sarcasmo. Desde o início, a relação foi ruim. Até hoje, tenho algumas anotações de valores pagos pela “Devil” sobre as vendas do “Antes do Fim”, mas nunca soube se eram verídicas. Não havia internet naquela época e para saber o que estava ocorrendo, se havia algo a receber, eu ligava para São Paulo. A conta do telefone, estratosférica. Certa vez, o dono da “Devil” combinou que eu fosse à Galeria para pegar um pagamento em espécie. Hoje, se alguém me perguntasse: “Devo ir à outra cidade receber uma dívida?”, eu diria não, peça para depositar. O problema é que o tempo passava e não depositavam nada. Resolvi ir lá pessoalmente. O dono da loja havia combinado de me receber de manhã. Ele desconversou quando me viu e disse que só poderia pagar no final do expediente. Argumentei que esse não havia sido o acordo e ele fez pouco caso, rindo. Sem outra opção, passei o dia gastando sola e voltei na hora combinada. Para minha surpresa fui pago com cheques de terceiros.

  • 03 Mai 2012

    Roadie Crew

  • 03 Mai 2012

    Entrevista ROADIE CREW

  • 02 Mai 2012

    A questão do imposto de renda sobre o valor arrecadado

    Pergunta – Quais impostos deveriam incidir sobre esse tipo de atividade, da forma como vem sendo praticado no Brasil?

    Aqui cabe uma ressalva: se a empresa de crowdfunding for enquadrada como uma intermediadora de negocios, ela terá que adotar no minimo a tributação pelo lucro presumido, ja que, pela lei do Simples Nacional, é proibido a empresas desse tipo adotarem o sistema simplificado de pagamento de impostos.

    Percebido isso, temos que dividir novamente as duas tributações que devem ocorrer e sobre quais valores:

    1º – para o financiado: se ele receber todos o valores como pessoa fisica, deverá informar ao IR o total e ser tributado pela tabela progressiva do imposto de renda, que pode chegar a 27,5% do total do valor doado pelos financiadores. Se ele for uma empresa, deverá recolher sua carga tributária de acordo com seu enquadramento (Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real). Aqui, cabe uma outra ressalva!

    O valor que deve ser informado pelo financiado não é o valor que ele recebe da empresa de funding, até porque ela ja descontou a comissão dela. O correto seria ele pagar imposto sobre o total! Pode parecer absurdo, mas por enquanto esse é o formato tributário brasileiro! A empresa de funding, para o financiado, é um custo, e não um parceiro no projeto.

    Se interpretarmos dessa forma, o total do valor arrecadado deveria ser tributado em 100% pela sistemática da empresa, o que criaria uma bi-tributação em cascata absurda.

    2º – para a empresa: ela deverá recolher seus impostos (PIS, COFINS, CSLL, IR, INSS e ISS) sobre valor que ela descontar do total de doações para cada projeto, que corresponderia a NF que ela deveria emitir para cada beneficiário, no momento da ativação do projeto.

    3º – detalhe que não pode ser esquecido: o custo dos meios de pagamento! Eles consomem grande parte dos valores doados, e seus percentuais, se não forem bem entendidos e computados, podem gerar prejuízo na operação. Além disso eles também são obrigados a fornecer NF dos valores que cobram da empresa de funding! Portanto, não esqueçam, senão a conta não fecha!

  • 01 Mai 2012

    Sobre as questões relativas ao projeto CD da DORSAL ATLÂNTICA.

    O ORÇAMENTO

    O orçamento de 40 mil está subfaturado, por menos não há como fazer o disco.
    Se quiserem pesquisem no site da Receita Federal: o imposto sob o valor arrecadado é de 27%.

    Em um dos nossos cálculos anteriores, arrecadávamos 40 mil e mesmo assim, ainda devíamos 15 mil. Depois concluímos que a única solução seria permitir o livre acesso a valores mais baixos e limitar os mais altos. Todos os itens como estúdio de gravação, ensaio e prensagem (mil cópias) estão com descontos. O valor de 40 mil cobre todos os custos, inclusive de correio, arte gráfica, transporte, alimentação e pagamento de músicos e técnicos. Estamos falando da DORSAL e a DORSAL merece o melhor, os fãs merecem o melhor, e por fim: a DORSAL não é moda, a DORSAL é…

    SOBRE O CD

    O projeto nunca foi pensado para ter shows, antes ou depois. Os shows serão consequência, se recebermos propostas profissionais. Particularmente, não me interessa cair na estrada, o que me interessa, e o que ainda me estimula, é gravar. Gosto de compor e registrar o que escrevo, e se o fizer com meu irmão e com o baterista Hardcore, melhor ainda. Gosto de estar cercado por irmãos. Disco bem feito é produzido com talento, alma e verba, pois sem verba a gente gravaria em casa, mas esse não é o objetivo, essa não é a meta. Nosso objetivo é perguntar ao público, aqui e agora, que nos pedem há 12 anos para que a banda volte, se todos estão dispostos a investir nesse sonho: na volta da DORSAL, mesmo que em disco. Se não há mil pessoas, amigos, fãs, bandas que queiram ver esse sonho se tornar realidade, os insistentes pedidos de retorno, não eram verdadeiros. Agora é a hora da porca torcer o rabo, da onça beber água.

    Se mil pessoas comprarem o novo CD da DORSAL, ele será também um item de colecionador para esses APOIADORES, pois ele não será mais reprensado. Tendo o CD, haverá o livro GUERRILHA! com capa dura. Se não houver um, não haverá o outro. Nenhum desses produtos será feito para ser vendido depois.

    FILME SOBRE O LIVRO GUERRILHA!

    Há alguns meses venho conversado sobre um assunto, que torno público agora: o livro GUERRILHA! pode ser filmado. Seria uma biografia sobre a DORSAL ATLÂNTICA, a minha própria vida e a do metal brasileiro. Não seria um filme para sessão da tarde, mas um filme artístico, que falasse sobre emoções, vitórias e derrotas, crença, conquistas e decepções. A mesma produtora está interessada em filmar as gravações do novo CD para um documentário para ser exibido em festivais de cinema pelo mundo.

    Livro GUERRILHA!

    Há anos, nos pedem o livro de 1998, que está esgotado. Nesse ano, começamos a alinhavar o relançamento revisado por uma editora. O negócio ainda não prosperou, mas me incentivou a incluir uma versão “de arte” do livro no projeto. Recebi vários orçamentos de várias editoras e o custo é basicamente o mesmo: 100 reais. Se vendermos poucos livros, o custo aumenta. A produção será sob demanda, só imprimiremos o que for comprado.
    Ao invés de refazer o livro como era, pequeno, optamos em dar aos fãs um produto de alta qualidade, em formato maior, com fotos de página inteira, papel couchê 150, capa dura envolta em courvin negro – para parecer couro – e o título em letras prateadas. Esse processo das letras prateadas se chama hot stamping e para ser feito é preciso que uma matriz seja gerada. O custo dessa matriz é o mesmo para 10 mil ou 1 cópia, ou seja, o livro poderia ter ficado mais barato, mas não seria o LIVRO que queremos e que vocês merecem. Um livro que todos os fãs tenham orgulho de possuir.

    O ESTILO MUSICAL

    Para resumir: Antes do Fim de 86, mais Dividir e Conquistar de 88 mais Antes do Fim Depois do Fim de 2005. O disco presta uma homenagem à tradição da banda, as canções em português mesclam metal punk, hardcore, thrash antigo e metal tradicional.

    As composições estão prontas, mas elas só verão a luz do dia se o projeto for aprovado.

    Títulos até o momento (sujeito a trocas):

    STALINGRADO
    OPERAÇÃO BROTHER SAM
    JANGO GOULART
    EU MINTO, TU MENTES, TODOS MENTEM
    O RETRATO DE DORIAN GRAY
    CORRUPTO CORRUPTOR
    COLONIZADO / ENTREGUISTA
    A INVASÃO DO BRASIL
    168 BPM
    IMORTAIS

    A CAPA DO CD

    Mesmo com temas políticos e outros mais humanistas, não encontrávamos uma faixa para dar nome do CD e nem uma imagem para a capa. Conversando com um amigo de Manaus, ele me sugeriu incluir um rosto com um terceiro olho, ou coisa assim. Fiquei matutando sobre isso, durante um tempo, até que vi uma matéria sobre o Santo Sudário, sobre sua veracidade ou não, sobre quem acredita em X e quem acredita em Y. Isso me chamou a atenção, não por causa do rosto de Jesus, mas por causa da polêmica sobre algo que não tem qualquer importância. E daí se é o rosto de Jesus? Quem acredita acredita, não precisa de prova física. Achei que isso falava bastante sobre um novo disco da DORSAL: “quem acredita, acredita”. O humor da DORSAL, que muitas vezes escapa aos menos atentos, pode ser visto em um detalhe deste projeto: em uma das opções há uma caneca, na qual se pode beber água ou cerveja, tanto faz. Nessa caneca, há uma imagem impressa. Adivinhem, de quem é a imagem? Se pensou em Jesus, acertou.

    METAL OPEN AIR

    Nos convidaram para sermos headliners do Metal Open Air no Maranhão, tendo como abertura para a DORSAL ATLANTICA, as bandas EXODUS e do ANTHRAX. Muitos diriam sim, eu disse não porque não havia cachê. Muitas bandas pagam para abrir shows internacionais, pagam para tocar, eu nunca fiz isso, a DORSAL nunca se sujeitou a empresários e produtores.

O projeto

English version below

Esse é um evento histórico para os fãs do heavy metal brasileiro.

Você, o APOIADOR pode contribuir financeiramente até o dia 10 DE JUNHO para que a DORSAL ATLÂNTICA grave um novo CD de inéditas, após 16 anos. A banda só voltará a tocar, caso a campanha seja bem sucedida. Não haverá segunda chance.
O APOIADOR receberá em primeira mão o novo CD da DORSAL ATLÂNTICA, em formato digipack, gravado pela formação original, separada há 22 anos.

12 novas composições serão registradas. 10 farão parte de mil cópias do novo CD e 2 faixas são bônus, enviadas por via digital.

Os valores de contribuição cobrem todas as despesas relativas à gravação e prensagem do novo CD da DORSAL ATLÂNTICA. O APOIADOR tem o seu nome impresso no encarte do CD, e dependendo do valor do apoio, pode faturar brindes que não serão vendidos depois da campanha, como a reedição da biografia GUERRILHA!, revisada, com capa dura e papel couchê.

HISTÓRICO.

A Dorsal Atlântica é uma das primeiras bandas de heavy metal brasileiro e é conhecida por ter unido os dois públicos: o de metal e o de hardcore/punk. O trio foi fundado em 1981 e até hoje é uma das bandas brasileiras mais populares, mesmo tendo encerrado suas atividades em 2000.

Durante sua carreira, a DORSAL gravou 7 álbuns de estúdio, o último na Inglaterra em 1996 com produção de Paul Johnston (Cathedral, Bolt Thrower, Benediction).

A DORSAL se apresentou com várias bandas internacionais como Venom, Exciter, Nasty Savage, Testament, Motörhead, Cradle Of Filth e Anathema, e no festival Monsters of Rock em 1998 em São Paulo, a DORSAL tocou com Manowar, Saxon, Glenn Hughes, Megadeth, Savatage, Slayer e Dream Theater. Carlos Lopes, fundador da banda, deu seu depoimento sobre o metal brasileiro ao documentário canadense Global Metal de Sam Dunn e Scot McFadyen em 2007.


I WANT A NEW DORSAL ATLÂNTICA CD IN 2012.

This is a historic event for all heavy metal fans.

The classic line-up of brazilian metal band DORSAL ATLÂNTICA is ready to record a new album. To make this dream come true, the fans and supporters must contribute until JUNE 10th 2012 through pay pal, checking the currency conversion.

The sponsor will receive in first hand the new CD in digipack format, recorded by the original line-up, separated for 22 years.

12 new songs will be recorded and one thousand copies will be pressed and sent to the supporters. Two bonus tracks will be send through internet.

The contribution values ​​cover all costs of recording and pressing of the new CD. The supporter will have his name printed in the CD booklet, and depending on the level of support, many products as t-shirts, the new version of GUERRILHA! biography with hard cover and glossy paper will be available. Those products will not be sold after the campaign.

HISTORY.

The Dorsal Atlântica is one of the first heavy metal bands in Brazil and is known to have united the two audiences: the metal and hardcore / punk. The trio was founded in 1981 and today is one of the most popular Brazilian bands, even though it ended its activities in 2000.
During his career, DORSAL recorded seven studio albums, the last in England in 1996 with production of Paul Johnston (Cathedral, Bolt Thrower, Benediction).

The DORSAL performed with several international bands like Venom, Exciter, Nasty Savage, Testament, Motorhead, Cradle Of Filth and Anathema, and Monsters of Rock festival in 1998 in Sao Paulo, DORSAL played with Manowar, Saxon, Glenn Hughes, Megadeth , Savatage, Slayer and Dream Theater.

Carlos Lopes, founder of the band, gave his testimony about the Brazilian Metal in 2007 to the Canadian documentary Global Metal directed by Sam Dunn and Scot McFadyen.

For R$40.00 (brazilian currency) or more
Option 1 – New CD + supporter´s name at the booklet.

For R$60.00 (brazilian currency) or more
Limited
40 available
Option 2 – New CD + supporter´s name at the booklet + CD 2005´ Antes do Fim Depois do Fim.

For R$80.00 (brazilian currency) or more
Limited
300 available
Option 3 – New CD + supporter´s name at the booklet + t-shirt

For R$120.00 (brazilian currency) or more
Option 4 – New CD + supporter´s name at the booklet + t-shirt + sticker 10 × 10 + button 7,5 cm + mug with handle in satin personalized.

For R$250.00 (brazilian currency) or more
Limited
50 available

Option 5 – New CD + supporter´s name at the booklet + t-shirt + GUERRILHA! biography (hard cover, hot stamping, glossy paper)

For R$500.00 (brazilian currency) or more
Limited
10 available

Option 6 – New CD + supporter´s name at the booklet + t-shirt + GUERRILHA! biography (hard cover, hot stamping, glossy paper) + DVD recorded by the musicians thanking the supporter + skype´ live interview with the guitarrist Carlos Lopes about the new record + 2 bonus tracks + autographs.

For R$1.000.00 (brazilian currency) or more
Limited
5 available

Option 7 – 10 new CDs + supporter´s name at the booklet + 2 CDs 2005´s Antes do Fim Depois do Fim + sticker 10 × 10 + button 7,5 cm + mug with handle in satin personalized + t-shirt + GUERRILHA! biography (hard cover, hot stamping, glossy paper) + DVD recorded by the musicians thanking the supporter + skype´ live interview with the guitarrist Carlos Lopes about the new record + 2 bonus tracks + autographs.

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