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As Mulheres Que Não Vestiam Calças

Um projeto de Teatro por Cia d'Os Palimpsestos 

 
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Temporada
A Cia d’Os Palimpsestos ficará em cartaz na cidade de São Paulo-SP, todas as sextas, sábados e domingos dos meses de março e abril de 2014. As apresentações ocorrerão no Espaço dos Satyros Um.

Previsão Orçamentária:
Todo o material e mão-de-obra, utilizados para levantar visualmente o espetáculo, foram doados pelo figurinista Rafael Rios. Por isso, o orçamento prevê os gastos necessários apenas para a temporada (contando com 24 apresentações em 2 meses) e divulgação.

O Projeto
O ser humano é um ser histórico. E como tal, carrega no presente a carga do passado, com seus erros e conquistas. Por este caminho, o presente projeto pretende lançar um olhar para a mulher cuja história, como coloca Mary Del Priori em História das Mulheres no Brasil, “é também aquela da família, da criança, do trabalho, da mídia, da literatura. É a história do seu corpo, da sua sexualidade, da violência que sofreram e que praticaram, da sua loucura, dos seus amores e dos seus sentimentos”.

E é justamente lançando um olhar para a estrutura familiar que a Companhia d’Os Palimpsestos construiu cenicamente a obra As Mulheres Que Não Vestiam Calças, de Verusca Caroun.
A história permuta entre as tensões geradas por duas presenças: da morte, que ao se aproximar e se tornar eminente traz a angustia ao ser humano. E da figura masculina, que quanto mais ausente, mais presente e forte se torna. Essas presenças vão se manifestando por meio de imposições culturais, religiosas, sociais; que geram o aprisionamento, literal, dos seres femininos.
Por este caminho, a Cia visa recuperar o ser humano como ser histórico e não apenas momentâneo. Trazendo imagem, texto e história no mesmo patamar.

Houve desde o começo uma preocupação muito grande com a praticidade do espetáculo e facilidade de locomoção. Um dos objetivos é viajar e levar o trabalho para qualquer lugar, uma vez que o espectador completa toda construção/criação ajudando o espetáculo a ir além das estruturas cênicas que se iniciaram na sala de ensaio. Por isso, o cenário foi trabalhado em dois cubos que, no momento da encenação, são cadeiras e, depois, comportam os figurinos para serem transportados.

O termo palimpsesto refere-se ao pergaminho cuja escrita foi apagada para dar lugar a uma nova. Muitas vezes o texto que foi apagado permanece ali, por trás do novo documento. Foi assim que diversos textos, como os de Aristóteles, puderam ser recuperados, enquanto que outros foram totalmente perdidos.
Nesse contexto, a Companhia d’ Os Palimpsestos trabalha para com que suas montagens ocorram como um palimpsesto: frutos de aproximações sucessivas, movimentos reescritos sobre o movimento anterior, muitas vezes irrecuperável. Portanto, alia os textos que envolvem um espetáculo: o texto da iluminação, do figurino, da maquiagem, da encenação. E, trata cada um como agente transformador da obra teatral, como extensão ao alcance das crenças e imaginações trazidas pelo espectador.

Somos todos palimpsestos. Podemos às vezes não enxergar com clareza, mas trazemos conosco os períodos passados em nossos comportamentos e pensamentos. Por mais que a sociedade mude, a história não consegue ser apagada como um pergaminho. Ela estará sempre se mesclando com as experiências atuais.

Ficha Técnica
Dramaturgia: Verusca Caroun
Direção: Michel Mauch
Elenco:Janaina D’Freitas – Francisca
Marina Regis – Joaquina
Bruna Potenza, Renata Alves, Renata de Souza – Soldados
Figurino e cenografia: Rafael Rios
Preparação Corporal para Máscaras: Winston Kurtz
Aprimoramento do material cênico: Jonas de Moraes
Cenotécnico: Zito Rodrigues
Fotografia: Isadora Xavier
Mídia: João Vítor Muçouçah